segunda-feira, 19 de março de 2018

Eu Julgo, Tu Julga. Ele Julga, Nós Julgamos...


A gente julga!
A gente julga todo mundo, à todo tempo.
Fomos criados para reconhecer e conhecer de cara e ver se vamos com a cara ou não. Certo ou errado, somos assim.


Por que?
Porque a gente julga.
Emite opinião sem saber quem é a pessoa.
Fala que não vai com a cara sem nem conhecer.
E depois revê. Revisita. E viu que estava errado.
Nos apresentamos de novo.

Isso aconteceu comigo e com Claudia Leitte e com aquela colega de trabalho que tem um jeito que incomoda. Agora eu já as entendi e tenho mais paciência, compreensão e afeto.

Julgamos tudo e à todos
Por que?
Porque sem julgamentos não temos referência.

Certa vez uma amiga ficou chateada comigo porque julguei algo que achei errado dela fazer. Achei que ela estava errada que Eu não a estava julgado.
...porém estava, porque fazemos isso.

Entendam, era algo que achava errado (meu julgamento) na época e acho errado ainda hoje. E ela pediu minha opinião. E ela não queria ouvir opinião contrária a dela, por que basicamente quando estamos envolvidos emocionalmente com algo e nos dizem algo diverso do que queremos temos dificuldade de assimilar e aceitar.


Mas não a avisei que minha opinião era minha verdade. Não era a dela. Não era nem de longe o que ela queria ouvir. Não era nem mesmo a verdade absoluta do mundo. Ela disse que a julguei porque não tinha a coragem dela. Pode ser. Não teria mesmo coragem de fazer algo que considero errado.
Mas ela teria. Ela não gostou. A amizade que não era forte se desfez a partir dali. Hoje nem sei por onde anda.

Mas eu aprendi.
Aprendi que nossa opinião deve ser pedida.
E deve ser antecedida pela advertência de que ela não é verdade absoluta da vida. É só nossa forma de ver a situação que nos foi trazida e essa é única com base na nossa vivência e experiências.

Aprendi que quando a pessoa pergunta o que eu faria ou pede minha opinião na maioria das vezes ela sabe o que fazer, mas não tem coragem - precisa de afirmação externa - ou não quer admitir que a atitude correta pode não ser de seu agrado.

Aprendi que devemos tentar não julgar e sim nos colocar no lugar da pessoa. EMPATIA!!
Não seria o que eu faria. Ou seria também. Mas não tem como eu saber porque sentimentos e vivências são únicos.

Aprendi que quando nos falam o que não queremos ouvir ou não estamos preparado, não quer dizer que está errado. Só que não é o que pensamos ou o que achamos que era.

A vida é mais que nossas opiniões.
A vida é mais que nossa vivência.
A vida é estar aberto à novas formas de ver.
A vida é desconstrução.
A vida é metamorfose ambulante. 


Admitir novas ideias, novos modos de viver e pensar e ser, não é sinal de fraqueza e sim de sabedoria.

sexta-feira, 9 de março de 2018

Guia prático da mulher do século XXI

Ás vezes, conversando com as amigas, principalmente aquelas que ainda não estão no processo de auto aceitação e não entenderam muito bem que ser mulher no mercado de trabalho é luta diária e que feminismo não é "mimimi", dá uma vontade de botar no colo e chamar no canto para explicar coisas que já vivi e aprendi.


Então, por esta razão compilei a lista que segue abaixo, para falar o que já aprendi, ou percebei que é importante, quando se trata de ser mulher, na verdade de ser um ser humano melhor, em pleno século 21. Então, segue a listchinham.

- seja crítica com tudo e todos, mas nem sempre precisa ser a chata, você pode só entender as situações e continuar vivendo;
- sinceridade não é sinônimo de grosseria;
- sua felicidade é sua meta;
- aprenda e ser feliz sozinha;
- não se trata de você, e sim do todo;
- dê valor aos seus pais e as pessoas que estão ao seu lado quando você não está rindo;
- seja fiel a você mesma e aos seus princípios. Tenha princípios. Eles te seguram quando você fica de frente com decisões éticas;
- não se trata de ter razão, você não precisa provar pras pessoas quem você é;
- não saber cozinhar não é o fim do mundo;
- não tente se achar em outras pessoas;
- não querer ter filhos não faz de você uma alienígena
- tenha certeza de quem você é;
- faça uma viagem sozinha;
- ninguém nos preenche, somos inteiros;
- não somos metade de laranja;
- não descuide de sua saúde e em especial, mulheres cuidem da sua saúde íntima;
- entenda o que te dá prazer e de preferência se masturbe;
- não se sabote. Se permita;
- entenda sobre a Lei Maria da Penha e seus direitos de modo geral;
- não se iluda com capas de revistas e casamentos de famosos;
- a luta feminista é pela igualdade de direitos e não pela sobreposição deles aos direitos masculinos;
- cada uma das nossas escolhas geram consequências que nos impactam de forma que às vezes não controlamos e normalmente isso não é ruim;
- não critique sem conhecer;
- mudança não é ruim;
- zona de conforto também não;
- não é vergonha ou desonra ser dona de casa;
- felicidade e solidão depende de ser e é mais íntimo e interno do que algo relacionado a outra pessoa;
- ...

Claro que quando eu ler esta lista amanhã, estarão faltando coisas, mas assim é vida, né nom?

E vocês, como seriam suas listas?


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