quarta-feira, 22 de junho de 2022

Só segue...

Vou falar para as mulheres, simplesmente, porque não sei como isso funciona pros homens.

¡Ouçam sua intuição!

É isso. Acabou o artigo/post. Fim.

Não, pera. Vou explicar como sinto e ouço minha intuição, pra você, que ainda não sacou seu rolê ou fica em dúvida, saber como ouvi -la e compreendê-la.

Funciona assim pra mim. Eu simplesmente sei. Meu corpo manda sinais. O "errado" vem claramente aos meus sentidos e eu sei.
Digo sentidos, porque vem em todos mesmo, tato, olfato, paladar, visão, audição.
Pode ser de leve incômodo á enxaqueca. Mas eu sei. Sabe aquele aviso do nada dizendo pra você não fazer algo, parar algo que está fazendo, levar algo com você ou mesmo deixar um algo pra trás.
É isso.

Ah vá! Acha que estou viajando?
Nunca ouviu uma vozinha dentro de você falar: leva o guarda-chuva! Você não levou, choveu.
É isso!

Ela tá sempre ali. Essa voz é primitiva. É selvagem, no sentido de que ela nos cerca, meio sem cerimônia, fala mesmo sem dó e faz parte de nós de forma primal. Ela berra, ás vezes. Cabe á nós entender e saber ouvir.

Pra algumas pessoas ela pode ser a "voz de Deus", intersecção do Espírito Santo, dom da inteligência, pra outras, anjo da guarda. Mas o que importa é que ela está ali. Viva, pulsante e fala á beça.

Entendam que não tô falando de algo mágico, é só algo sutil que habita nosso ser. E não sou capaz de dizer se todos tem a capacidade de ouvir ou mesmo se essa "voz" fala com todos.

Nem sempre fica claro o que ela quer dizer e isso, normalmente, acontece, quando estamos numa situação que já sabemos que não nos cabe e insistimos. Ela está dizendo o contrário do que queremos fazer. Ela pode estar até "brigando" por algo já feito e que pode ter consequências ruins. Daí vem a sensação de desencaixe e de incômodo. Aquela sensação de que mexeram nas suas coisas, bagunçaram, tiraram coisa do lugar e não colocaram de volta. Essa sensação.

Bom, a pior parte é quando a realidade se impõe. Quando você vê acontecendo, exatamente aquilo que sua intuição te avisou. E você não seguiu. E faz parte. Vivemos das nossas escolhas e das consequências delas e "errar" faz parte. Nem que seja pra olhar pra trás e entender como se ouvir e se entender.

Então, se ouçam. Ouçam seus sinais, seu corpo, voz interior, intuição, como quiser chamar, mas seja fiel á você, se entenda, se respeite e se ouça.

sábado, 30 de abril de 2022

Texto sem respostas:

Como a gente descobre nosso jeito de ser feliz? Como sabemos o que nos cabe, nos serve, nos molda. Como sabemos nosso molde? E se meu molde aos 13 não é o mesmo aos 37? Não haverá de ser o mesmo pra sempre, supondo que não o somos. Como nos entender a ponto de reconhecer a felicidade que possuímos e a que devemos perseguir? Como saber o que nos cabe e o que nos sobra, onde cabemos e onde não devemos forçar caimento? Como descobrimos o que queremos, o que não podemos viver sem, o que nos tira o ar, o faz a vista embaçar de emoção? Como saber o que de fato queremos? Como entender o que nos pertence, o que nos anima, o que nos faz sentir vivos. O que de nós devemos compreender para saber se, em realidade ou em fantasia, nos pertence.

Como não fantasiar, neste mundo de fantasias, alegorias e adereços, onde todos querem algo, alguns, como esta autora, nem sabem bem o que, e que usam tais artifícios para julgar que sabem.

Como se olhar e se ver, se reconhecer, sem máscaras sociais, sem expectativas, sem passado e futuro, só o presente vivo de estômago faminto e de coração batendo? Como não se deixar enganar pelo que dizem que devemos sentir, fazer, viver, ser? Como sermos nós mesmos em essência? Porque não há de se pensar, idiotamente, que mesmo perdidos, vivendo algo que não nos destina, farsa de uma vida que não nos pertence, espelho de outra vida, deixamos de ser o que somos. Sem rumo que seja, mas estamos li de corpo presente, em vida, mesmo que em suspenso por falta de referencial.

Como saber se o que temos é de fato nosso? Com saber o que deixar pra trás? Como saber quando ir, quando esquecer, quando não ser, quando não estar ou permanecer? Será possível esquecer?

Como saber se o rumo é o RUMO?

Meu rumo sempre foi a liberdade. Seja o ir e vir, seja o sentimento. A liberdade de ser fiel aos meus sentimentos, quereres e escolhas. A liberdade de respirar meu próprio ar, de andar com minhas pernas, de sentir em minha pele. A liberdade de ter o privilégio de ser capaz de escolher. A liberdade de saber que minhas escolhas me pertencem, não são ecos. A Liberdade de viver das consequências e pesos das minhas escolhas. 

Poderia passar uma vida me questionando, questionando à você, querido leitor, e em verdade é o que faço. Poderia viver a busca, e que de um jeito ou outro, mesmo sem intenção, mesmo achando que nossa rotina é maçante e por vezes reduzida à casa e trabalho, mercado, mensagens, shopping, roupa, copos, vinhos, sapatos, pizzas, pratos. Nada disso deixa de nos ser e nos caber, mas o quanto disso nos preenche?

Infelizmente sou uma insatisfeita, uma questionadora, uma buscadora de coisas e sentidos, acho que vou viver sob o signo da busca com ascendente em surpresa, e eu nem gosto de surpresas. Mas se é, basicamente, disso que se vive, mesmo que não nos demos conta quando a vida cotidiana se impõe, não há o que fazer...exceto por entender a busca, entender o caminho, apreciar a vista, sentir o vento bater no rosto, a chuva molhar, o sol queimar, o amor arder, a decepção ensinar. E, ao passo que vivemos isso, entender ou ao menos olhar vagamente algumas respostas, ensaiar compreensão para quando findar essa parte não ser incompleta.

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