Bijous da Si
sexta-feira, 3 de julho de 2026
"And my heart will go on and on..."
domingo, 3 de maio de 2026
Cadê a maçã?
Cena:
Eva, chateadíssima pq levou uma culpa violenta por ter comido uma "maçã" oferecida por uma cobra.
Personagens:
Eva virada no jiraya
Adão sonso de barriga cheia
Deus punitivista
Cobra tentadora
Maçã comida
Deus chegando no paraíso anunciando: - Acabou o milho e acabou a pipoca.
Eva sem entender nada, pois tinha chegado segundos antes Dele, assusta-se com a forma como vai entrando sem cerimônia como se fosse dono. Ele era.
Ela olha pra Adão, ele de cabeça baixa sem coragem de encarar Deus ou Ela.
Deus chega sem sutileza alguma, pagando geral pra Eva,
- Pirralha desobediente, vocês tinham tudo e ainda assim queria mais. A costela está está se achando importantona, Eu avisei a única coisa que não poderia fazer e Ela foi lá e fez.
Ela olha pra Deus, depois pra Adão. Pra Deus de novo...e começa.
Eva passa a língua nos dentes, fecha os olhos e respira fundo, abre as narinas ainda olhando para Adão, que percebeu encolheu uns dois metros dos 5 que tinha.
Deus entendeu tudo! Mas não conseguiu interrompe-la.
Ela começa a falar que os dois eram dois moleques. Adão por ceder á tentação e Deus por acreditar em macho.
- Quem acredita em macho? Aparentemente, à essa altura, Deus acredita. Ah pois, acredita na tal da cobra e em macho.
Deus tentou falar, Eva o fulminou com o olhar.
- Manterrupting, essashoras? Deixa eu terminar de falar, porque estaou sendo acusada de coisa não fiz e o bonito do Sr. meu marido não abriu a boca comedora de maçã até agora. Eu organizo tudo, faço tudo nessa paraíso, Adão num cata nem a própria folha para cobrir a mixaria - Adão ameaçou tentar se defender - e se arrependeu, pois Eva pareceu ainda mais enfurecida quando ele se movimentou.
Deus estava paralisado pela audácia da costela falante. Mas com olhar sábio e compreensivo e levemente amedrontado a deixou falar, pois nunca havia visto tamanha fúria em seus bonequitos de barro.
- Eu estava de boa, estava mexendo no Jardim ao norte, estou com furo nos dedos por conta dos cactos que estava cuidando durante do dia. Quero lá saber de bem ou mal e tentação. Não tenho tempo que outras pessoas parecem ter para ter a tal da curiosidade e sei muito bem das consequências dos meus atos. Cadê essa cobra? Quero ver ela falar na minha cara que fui eu. Cadê a maçã?
- A cobra sumiu. Respondeu Adão baixinho.
- Qualquer dia vou sumir no mundo e e aí sim vocês vão me valorizar. Faço tudo sozinha e ainda levo culpa da curiosidade e gulodice do sr. meu fornecedor de costela. E a bem da verdade Paaaai, você sabia o que ia acontecer e como e COM QUEM. Num faz o sonso também não.
Ela estava indignada e ultrajada por levar a culpa de algo que não fez, somente pelo fato de Adão estava com medo Deus.
Deus acreditou em Eva, mas eles combinam que Adão devia ser respeitado nesse novo começo, iam recomeçar toda uma nova organização social e ela levaria a culpa diante dos poucos humanos vivos. Com tempo as pessoas esqueciam. Era quase prova de amor dela pra Adão. Eva acreditou e aceitou. Estava feito. Iam ser expulsos dali. Eva pegou umas mudas de plantas. Pensou que livre-arbítrio podia ser uma boa.
Pois bem, dor, trabalho, conflito, mortalidade, responsabilidade, espinhas, estrias, condropatia, liberdade e 8 BILHÕES de pessoas depois, Ela é a culpada de todo mal do mundo...
...e usada como justificativa para ajudar a sustentar discursos misóginos da mulher como tentação, perigo moral ou origem da queda.
quarta-feira, 8 de janeiro de 2025
Oi Bauman, tutupom?
E se a gente entendeu tudo errado? E se admitir sentimentos nos faz mais forte?
Quando vejo o quanto amo, minha família, meus amigos, filhos dos meus amigos, isso me deixa mais firme no mundo, mais forte pra viver. estar com ele, sentir e dar esse amor, me recarrega minhas energias para continuar.
Ter coragem de ser é sentir verdadeiramente.
Parei para pensar sobre isso, porque em conversa com uma amiga nos deparamos com o fato de que uma de nós estava apaixonada e, fomos ensinadas que falar sobre isso, sobre esses sentimentos, nos coloca em posição de inferioridade, vulnerabilidade e, como boas filhas de mulheres pretas não podemos fazer isso.
Evidente que eu, já estive nesse lugar de sentir que demonstrar afeto me coloca numa posição de vulnerabilidade em relações e por isso, aqui, estou buscando entender e dividindo reflexões sobre.
No momento que falávamos sobre, não alonguei sobre essa parte específica e focamos mais no viver e deixar viver, deixar acontecer como deve ser, naturalmente, né Xande?
Mas, sentada em minha varanda, olhando minhas plantas, bebendo meu bom café numa manhã de domingo enquanto batia um vento fresco nos meus Alpes, aquela dúvida me bateu. Sentir nos deixa vulneráreis? Ou melhor, amar, nos inferioriza? Falar sobre sentimentos nos deixa vulneráveis, admitir que apaixonamos, amamos nos inferioriza diante do objeto do afeto?
Não acredito, sob nenhum aspecto que a resposta à essas perguntas seja sim. Mas já vivi isso como se fosse algo natural e real, assim como minha amiga, recentemente.
Talvez seja algo bem misógino esse não sentir, pq isso é típico do masculino o não admitir o que sente. Sabe, o famoso "omi num chora", daí a gente acha que pegar essa liberdade (sexual e social) que sempre foi masculina, deveria nos masculinizar e nos masculinizando entender sentimentos e tudo relacionado ao feminino como algo inferior.
Jesus num veio aqui e sacrificou por amor? O livro numa fala justamente sobre isso? Isso o fez mais forte para tolerar tudo que contam que ele passou, amor por todos, pelo que ele representava, pelo que sabia que o último sacrifício dele deixaria pela Terra e pelo que o amavam, representaria tudo sobre o amor, era o grito dele sobre o amor.
Pois pronto, do nada, sentir virou algo que nos faz menor.
Tudo bem, fui longe, mas fui lá, pra que fique claro que amar e dizer que ama exige coragem, força, tenacidade, desprendimento, e sentir tudo, claro, não é fácil, e por isso não é pros fracos.
Estamos tendo coragem de ser, estamos brigando e buscando uma tal liberdade, mas não estamos tendo liberdade de sentir. Esse sentir independente de designação sexual, manifestação cultural, gênero, posição socioeconômica. Está todo mundo no mesmo bolo.
Talvez o próximo salto seja a liberdade de sentir, pq estamos vivendo os amores líquidos da sociedade líquida de Bauman, nessa solidão de multidão, pois claro estamos fechados em nossos sentimentos. Nós não somos nós, somos o que demonstramos e isso nem sempre reflete o que sentimos e somos.
Sim, pq se todos estão indispostos, nos colocar disponíveis nos coloca numa posição...em que posição nos coloca?
Quando externamos sentimentos nos colocamos pro outro, E se estiver tudo bem?
Sobre o outro, o que ele vai fazer com aquilo, não é da nossa alçada, se vai usar pra nos manipular e qualquer outra coisa negativa, temos discernimento de olhar e sair de onde nos machuca, mas isso não é mais sobre a gente. E, é sempre bom lembrar que desilusão amorosa não mata!
Além disso, falar sem certeza que será recíproco dá medo, como a maior parte das coisas da vida e mais uma vez exige coragem. Viver exige coragem, então não vivemos numa caverna, não há como fugir e evitar.
Parece que tomamos posse da liberdade pela metade.
Talvez seja algo bem misógino esse não sentir, pq isso é típico do masculino o não admitir o que sente. Sabe, o famoso "omi num chora", daí a gente acha que pegar essa liberdade (sexual e social) que sempre foi masculina, deveria nos masculinizar e nos masculinizando entender sentimentos e tudo relacionado ao feminino como algo inferior.
Talvez...e talvez não, porque aqui não trago verdades absolutas, mas vale a pena pensarmos sobre.
E você, tens coragem de sentir e falar que sente?
domingo, 5 de janeiro de 2025
Feliz ano novo!
Não.
Não
foi um ano fácil e eu, talvez, já devesse estar acostumada, mas a vida
surpreende de formas insanas. Por tudo que foi difícil, me sinto grata, pq
superei e acabou por me fazer mais forte.
E
entendam, digo difícil, não positivo ou negativo, pq isso é tão relativo. Posso
analisar tudo que passei sob os dois aspectos genuinamente.
Minha
vida está virando adjetivo para: “vida com acontecimentos muito doidos
concomitantes de modo que não consegue respirar e tudo vai se atropelando tendo
que resolver tudo ao mesmo tempo e saúde mental vai pros caralhos”.
Tutupom?
Saí
do eixo e tive força pra voltar e por isso celebro. Como diria a poetisa
contemporânea, agradeço a mim por não ter desistido, pq motivo não faltou.
Mas
também teve tanto motivo pra seguir, tanto amor e cuidado e afeto e gratidão.
E
livramento.
Poderia
ser pior. Poderia não descobrir em exame de rotina. Poderia.
Pra
quem ainda não sabe, tirei um tumor do meu rim esquerdo em setembro. Estou bem,
quase de alta médica completa. Ela vem em janeiro - a alta. Mas o que importa é
que estou bem. Daqui há 5 anos, vou dizer que passou...rs
Mas
meu ano foi bem mais do que isso...e assim, mais motivos para manter positiva.
Sempre
brincamos em família falando que papai já pode dizer que somos ricos que já
aprendemos a ser humildes e valorizar dinheiro. Mas quem sabe eu ainda não
tenha aprendido a valorizar o mais importante...o que? Não sei, ainda to
tentando entender, pq se for essa ser forte e resiliente...poxa vida!
E
além disso, final de ano, estou repensando e re-olhando tudo, tentando me
manter otimista e positiva. Então, vou ouvir uma pessoa que amo e importa pra
mim, que nem me aconselhou, mas disse que fazer planos a ajuda a ter esperança
e faz sentido, né?
2025,
querido, seja bom!
Feliz
ano novo, amigos!
quarta-feira, 22 de junho de 2022
Só segue...
sábado, 30 de abril de 2022
Texto sem respostas:
Como a gente descobre nosso jeito de ser feliz? Como sabemos o que nos cabe, nos serve, nos molda. Como sabemos nosso molde? E se meu molde aos 13 não é o mesmo aos 37? Não haverá de ser o mesmo pra sempre, supondo que não o somos. Como nos entender a ponto de reconhecer a felicidade que possuímos e a que devemos perseguir? Como saber o que nos cabe e o que nos sobra, onde cabemos e onde não devemos forçar caimento? Como descobrimos o que queremos, o que não podemos viver sem, o que nos tira o ar, o faz a vista embaçar de emoção? Como saber o que de fato queremos? Como entender o que nos pertence, o que nos anima, o que nos faz sentir vivos. O que de nós devemos compreender para saber se, em realidade ou em fantasia, nos pertence.
Como não fantasiar, neste mundo de fantasias, alegorias e adereços, onde todos querem algo, alguns, como esta autora, nem sabem bem o que, e que usam tais artifícios para julgar que sabem.
Como se olhar e se ver, se reconhecer, sem máscaras sociais, sem expectativas, sem passado e futuro, só o presente vivo de estômago faminto e de coração batendo? Como não se deixar enganar pelo que dizem que devemos sentir, fazer, viver, ser? Como sermos nós mesmos em essência? Porque não há de se pensar, idiotamente, que mesmo perdidos, vivendo algo que não nos destina, farsa de uma vida que não nos pertence, espelho de outra vida, deixamos de ser o que somos. Sem rumo que seja, mas estamos li de corpo presente, em vida, mesmo que em suspenso por falta de referencial.
Como saber se o que temos é de fato nosso? Com saber o que deixar pra trás? Como saber quando ir, quando esquecer, quando não ser, quando não estar ou permanecer? Será possível esquecer?
Como saber se o rumo é o RUMO?
Meu rumo sempre foi a liberdade. Seja o ir e vir, seja o sentimento. A liberdade de ser fiel aos meus sentimentos, quereres e escolhas. A liberdade de respirar meu próprio ar, de andar com minhas pernas, de sentir em minha pele. A liberdade de ter o privilégio de ser capaz de escolher. A liberdade de saber que minhas escolhas me pertencem, não são ecos. A Liberdade de viver das consequências e pesos das minhas escolhas.
Poderia passar uma vida me questionando, questionando à você, querido leitor, e em verdade é o que faço. Poderia viver a busca, e que de um jeito ou outro, mesmo sem intenção, mesmo achando que nossa rotina é maçante e por vezes reduzida à casa e trabalho, mercado, mensagens, shopping, roupa, copos, vinhos, sapatos, pizzas, pratos. Nada disso deixa de nos ser e nos caber, mas o quanto disso nos preenche?
Infelizmente sou uma insatisfeita, uma questionadora, uma buscadora de coisas e sentidos, acho que vou viver sob o signo da busca com ascendente em surpresa, e eu nem gosto de surpresas. Mas se é, basicamente, disso que se vive, mesmo que não nos demos conta quando a vida cotidiana se impõe, não há o que fazer...exceto por entender a busca, entender o caminho, apreciar a vista, sentir o vento bater no rosto, a chuva molhar, o sol queimar, o amor arder, a decepção ensinar. E, ao passo que vivemos isso, entender ou ao menos olhar vagamente algumas respostas, ensaiar compreensão para quando findar essa parte não ser incompleta.
sábado, 3 de julho de 2021
Carona - Ela
quinta-feira, 24 de junho de 2021
Carona - Ele
- Vai descer?
Ele perguntou, com medo da resposta, fosse positiva ou negativa. Positiva, ela entraria em seu carro, sentaria ao seu lado, muito parecido com o que faziam nos últimos anos. Com algumas sutis e profundas diferenças. Caso fosse negativa, ele sentiria que a distância já se empunha. Ele não sabia o que ia doer mais.
Ela olhou nos seus olhos. Era impressionante o quanto aqueles olhos falavam, o quanto ela era translúcida em suas emoções. Aquele olhar já o hipnotizou algumas vezes e já havia fulminado algumas outras e tinha um brilho lhe deu esperança...por um tempo, uma mini eternidade.
Ela estava pensando se aceitava ou não. Ela pensou em não aceitar. A distância já estava presente.
- Claro.
Ela respondeu, como se não tivesse ficado em dúvida. Sorrio sem graça.
Faço uma piada? Melhor não.
- Como você está?
O cheiro dela. Teve certeza que nunca mais ia esquecer cheiro dela. Ela não usava perfume, cismava que tinha alergia, mas na verdade, gostava de hidratante e isso fazia com que sua pele tivesse sempre um cheio suave.
- Bem, e você ?
- Bem.
Mentiu, sabendo que nenhum dos dois estavam bem. Nada estava bem. Decidiram, dias antes, não ser mais juntos. Ele sabia que ela tinha toda a vida pra viver, ele sentia que não poderia oferecer tudo que ela precisava, gostaria e merecia. Ela era raio de sol, luz da lua, iluminava qualquer ambiente, não poderia se apagar por causa dele. Ele já não irradiava para acompanhá-la. Ou pelo menos sentia assim...
- Te deixo no ponto...
Ela olhou com leve sorriso nos lábios, ele pensou em fazer piada, mas teve receio de ser mal interpretado. Era Ela. Falavam sobre tudo, as maiores besteiras e os maiores absurdos, as melhores declarações e até palavras pesadas que doíam em ambos. Melhor manter à distância das piadas também.
- Ah tá, obrigada!
Claro que a deixaria no ponto, onde mais? Tinha feito isso nos últimos 5 anos. Será que isso vai deixar de ser familiar? Será que teria que mudar de horário para não encontrá-la? Ridículo! Ele quase falou em voz alta.
Ela estava com a blusa verde. Ela ficava linda de verde. E aquela era a blusa do primeiro encontro. Ele lembrava, por que havia repassado todos os momentos durante o fim de semana. Será que ela colocou de propósito? Provavelmente não. Ela era distraída demais. Se bem que ela sempre pensava nos detalhes. Ela colocou de propósito. Ela sabia ser bem antagônica, a mais distraída e mais perspicaz, a mais doida e a mais sensata, a mais menina e mais madura, a mais sexy e a mais palhaça. Ela merecia mais... Era só o que conseguia pensar.
Que bosta! Estamos os dois em silêncio. Pra que ofereci a carona? Pra criar climão? Pra me aproximar? Será que ela pensa que quero me reaproximar? Puxa um assunto...
Olhando pra ela, na verdade, esses pensamentos nem importavam, foi bom vê-la, saber que podiam conviver. Saber que mesmo com a mudança do que ambos eram um pro outro ainda havia algo. Algo que eles ia ter que reformular, redescobrir, mas algo e era bom ter algo ainda vivo com ela. Sentir seu cheiro, olhar em seus olhos, vê-la sorrir mesmo que sem jeito pela situação. Acabou! Ela merecia ser feliz.
Chegamos? Já?
- Até. Obrigada.
- Até, bom trabalho.
- Obrigada!
Despedida rápida. Ela saiu do carro sem olhar pra trás. Colocou o fone no ouvido. A fuga dela era a música,. Ele sabia. Sabia muito sobre ela. Mas não tinha ideia de como ela estava lidando com tudo. E por um instante ele lembrou o porque se apaixonou tão rápida e intensamente por ela. Por que ela era toda a intensidade e ternura que ele desejava.
Demorou à andar com o carro pensando se haviam tomado a decisão certa. Era só o que pensava nos últimos dias. Mas ambos sabiam que era.





