domingo, 14 de junho de 2015

O poder da humanidade

Sempre me surpreendo com a capacidade dos seres humanos de realizar grandes coisas. Além do marshmallow e do miojo.

Infelizmente não me refiro, desta vez, a capacidade positiva de grandes realizações, inventos e inovações, mas à aptidão de realizar enormes episódios históricos de maldade e crueldade.


Quantas vezes nos deparamos com fatos históricos que demonstram a enormidade do poder modificador do homem, assim como a sua utilização para simplesmente se sobrepor aos seus iguais.

Genocídios ideológicos, guerras por um punhado de terra, combustível, armas atômicas e uma infinidade de motivos, que não deveriam motivar tantas mortes e sofrimento. Alô, o planeta é enorme, cabe estes sete bilhões e mais um pouquinho se apertar com jeitinho.

Não dá para não enxergar, para não pensar, para não sentir e não se revoltar. Ainda mais quando se é aquariana.

Enfim, além da astronomia está a ciência e a vontade da humanidade de evoluir, mas o que leva determinado segmento, determinadas pessoas acharem que se sobrepõe a outras. Que tem mais direitos e que vivem do jeito mais certo, ou ainda que se tornaram os vigilantes do mundo e que deve assim protegê-lo.

Sinceramente não entendo política para dar um parecer sobre as motivações além do que vejo, egoísta, pois no que me concerne, trata-se tão somente de poder. Não consigo conceber qualquer razão que efetivamente justifique guerras e mortes. Sejam políticas, religiosas, territoriais, nada faz sentido, quando pessoas morrem e quem as manda para a morte fica sentada em uma cadeira apertando botão e falando ao telefone.



Uma das máximas da sociedade, pelo menos por essas bandas latinas, é que não se discutem religião, política e futebol....oOpa! Buguei!

Ora, então, soooocorro!! Por que se fazem as guerras?!

Reclamamos de tudo e não fazemos nada! Que sociedade passiva é essa em que nós vivemos, que assiste chacinas, guerras idiotas e nada faz? A passividade me espanta! A falta de reação, o conformismo, impede a evolução da sociedade, do espírito, da alma. Galera, isso vai além de carma.
Poder, o verbo que trata sobre a faculdade de, mas também o Poder substantivo almejado por quem governa, lidera e comanda.

Resumindo, faz-se guerra, destrói vida de quem morre por algum ideal, e nem precisa, ser algo real, ético, politicamente correto, e destrói vida de quem fica, de quem sente falta, de quem fica mutilado física e emocionalmente. Devemos pensar nos que vão e nos que ficam. Mães sem filhos, viúvas, órfãos. E Como ficam os que voltam? Como ficam os que tem que conviver e sobreviver ao pós-guerra?

Não imagino como ficam os que recebem bandeiras ao invés dos seus entes, os que enviam parentes inteiros e recebem estes aos pedaços. E estes que tem que dormir e sonhar com os que mataram, o que viu e os que não voltaram. Não consigo imaginar como são os pesadelos, logo eu que adoro dormir. São tantas perguntas não respondidas. Tantas questões em aberto.


Comparo os horrores da guerra a um câncer terminal. Quando a pessoa descobre que possui a doença sofre, mas pensa em viver o que resta de vida, lutando e fazendo tudo que desejava no curto espaço de tempo que lhe resta. Com relação a guerra vivemos sabendo que Israel e Palestina continuam com a disputa politica-territorial-religiosa, insana, assim como as Coréias, que vivem num clima de tensão a séculos, sem falar das bandas do Oriente Médio que por certo ainda irá fazer os seus respectivos aliados e inimigos perderema paciência. 

Enquanto isso, vivemos aqui, porque estamos curtindo o que nos resta de sobrevida, até que o câncer da sociedade, a doença terminal que desde que os homens descobriram que podem se sobrepor uns aos outros, nos consuma, as guerras. Vivemos longe, “separados”, mas somos um, um organismo vivo, HUMANIDADE, que vive de forma tão desumana.

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