Era uma vez uma menina...não pera! Eu hein, a história começa antes.
Começa com a cegonha que a transportava e a deixou cair no telhado, porque ela veio perturbando a cegonha, fazendo perguntas e dizendo por onde ela devia ir e falando que estava fazendo tudo errado e ela sabia o jeito certo, mesmo sem nunca ter ido lá...ou já?
Bom, foi assim, porque meu pai me contou que foi assim. Não me lembro direito, só sei que minha cabeça é achatada no meio...só pode ser isso.
Começa com a cegonha que a transportava e a deixou cair no telhado, porque ela veio perturbando a cegonha, fazendo perguntas e dizendo por onde ela devia ir e falando que estava fazendo tudo errado e ela sabia o jeito certo, mesmo sem nunca ter ido lá...ou já?
Bom, foi assim, porque meu pai me contou que foi assim. Não me lembro direito, só sei que minha cabeça é achatada no meio...só pode ser isso.
Não, ainda assim essa história começa antes.
Começa, de verdade, quando duas pessoas com histórias diferentes, bem...nem tão diferentes assim, se apaixonam.
Começa, de verdade, quando duas pessoas com histórias diferentes, bem...nem tão diferentes assim, se apaixonam.
Mas a história não começa simples. Não podia começar simples. Dali pra sempre não seria simples.
O amor não é simples. Entendam isso...
Duas pessoas.
Estados diferentes.
14 anos de diferença de idade.
Almas gêmeas por fim.
Almas gêmeas também dão fruto. Nessa caso, frutinha bem azedinha e cheinha de espinho, mas que tem sabor especial sabor de maluquice, autenticidade, criatividade, amor e liberdade.
Estados diferentes.
14 anos de diferença de idade.
Almas gêmeas por fim.
Almas gêmeas também dão fruto. Nessa caso, frutinha bem azedinha e cheinha de espinho, mas que tem sabor especial sabor de maluquice, autenticidade, criatividade, amor e liberdade.
Ela do interior, ele, da cidade grande. Não eram “eduardo e monica”. Eram só Adelson e Maria. Se apaixonaram. Não podiam se apaixonar. Ele era um separado. Ela uma menina. E o amor lá escolhe onde vai nascer? Ele só nasce. Tentaram separá-los, vocês sabiam? Disseram que era errado, ela não podia. Deveria deixar sua família de lado para seguir como seu amor. Deveria ser só, sem nem mesmo ter tido acolhimento qualquer na sua vida. Sempre foi meio só mesmo.
É eu os uni! Eu estava ali. Não podia ser ignorada. Ia crescer e todos ia me ver. Como ia ser? Não adiantava intervir. Estava feito. Eu estava feita no caso. Bem feitinha até...
Não, não era desejada ou planejada. Exceto, por Maria...ela sabia que eu vinha. Ela sentia que era Eu. Sua frutinha. Sua companheira. Seu sonho. Sua menina. Sua boneca porque menina ainda era. Eu só tinha uma missão inicial e devia cumpri-la. Eu e mais ninguém. Coisas fáceis, todo mundo sabe, não me atraem, mas nesse caso...bem...Tô aqui, não tô?
Ah, mas não estaria se não fosse pela minha escolhida, pela minha Maria. Ela lutou por mim, antes de olhar nos meus olhos, lutou pelo meu direito de abri-los. Foi mãe antes de saber o que isso significava, pra mim e pra ela.
Acho que ela não se arrepende. Nem mesmo quando não lavo louça. Nem mesmo quando ela chorou ao meu lado durante minhas doenças infantis e desilusões de adulta. Acho que nem quando ela passou vergonha na frente do pediatra quando falei aquele palavrão, ou quebrei a cara num muro e só me preocupava com a bicicleta, nem mesmo quando era chamada na escola, algumas vezes, muitas vezes, porque bati em alguém ou apanhei, acontece também. Já apanhei bastante e nem sempre fica roxo ou quebra o nariz, as vezes dói mais fundo, mas por dentro, e ela...o que uma mãe pode fazer enquanto a gente cresce?
Não é fácil ser mãe. Não é fácil ser minha mãe. Não foi fácil ter uma criancinha insuportável que corrigia todo mundo achando que sabia falar e quando aprendi a ler e escrever, aos 3 anos, achava que sabia tudo.
Sabia de nada.
Ainda não sei...e ela sabe tanto...sente tanto.
Mãe, desculpe por fazer você sentir impotente. Nem mesmo diante da impotência ela se arrependeu. Sei que não. Espero que não.
Ainda não sei...e ela sabe tanto...sente tanto.
Mãe, desculpe por fazer você sentir impotente. Nem mesmo diante da impotência ela se arrependeu. Sei que não. Espero que não.
Ele não quis. Tentou desistir. Mas não é fácil dizer não pra mim, vocês sabem. Ele já estava apaixonado. Nem sabia, mas já me queria. Já me via quando fechava os olhos. Era sua menina.
Eu seria aquela que ia pescar com ele, ia segurar sua tarrafa e lançar ao mar e não ter força de puxar pra ele me ajudar. Meu herói. Sempre. Mesmo quando não é forte o bastante, mesmo quando precisa de mim, mesmo quando desmaiou no meu colo, mesmo quando amparei sua cabeça, pois estava fraco, mesmo quando andando seguro sua mão para não cairmos.
Hoje, ontem, amanhã e...depois do amanhã. Sempre. Seria a menina que daria orgulho. Sobre quem ele comenta com a boca cheia. Mas que adorava brincar de boneca, escolinha gritando igual a uma louca com os “alunos”, aquela que chegava quebrada em casa, a que brigava com todos, ainda briga, até com ele. A única que ele ouve, obedece e desabafa. Sua menina. Seus olhos. E de pensar que ele não a queria. Ah Peão...
Continua...
Hoje, ontem, amanhã e...depois do amanhã. Sempre. Seria a menina que daria orgulho. Sobre quem ele comenta com a boca cheia. Mas que adorava brincar de boneca, escolinha gritando igual a uma louca com os “alunos”, aquela que chegava quebrada em casa, a que brigava com todos, ainda briga, até com ele. A única que ele ouve, obedece e desabafa. Sua menina. Seus olhos. E de pensar que ele não a queria. Ah Peão...
Continua...
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