quarta-feira, 19 de agosto de 2015

À beira da Barbárie



Uma coisa, das muitas desse mundo que está cada vez mais do avesso, que nunca irei entender é o prazer mórbido dos seresomanos em ver gente morta, mutilada,despedaçada, alvejada, sei lá eu mais o que...

-Ah, mas era um traficante! Oi? Era gente! Pessoa que fez trocentas escolhas erradas. Escolhas que impactam na nossa forma de viver. Pessoa que deixa a nossa cidade mais violenta. Pessoa que fornece drogas pros playboys que compartilharam a foto do dito traficante morto na internet.

Não sinto prazer algum em ver luta, tipo UFC, UFLele, os quais classifico como coliseu moderno (nem tão moderno assim). Assim como, não curto ver cara de defunto na internet, seja ele de pai de família ou de super traficante mais procurado da cidade.

Não tenho esse tipo de prazer mórbido. Acho nojento. Me choca.

Não condeno ou crucifico, entendam. è somente uma opinião particular. Mas também entendo que não cabe a mim tal parecer, ou seja, julgar quem merece ou não morrer e menos ainda julgar aqueles que ficam aplaudindo o ocorrido.

Respeito todas as formas de vida e não destilo ódio á toa. Nem mesmo saberia ser tão cruel de forma gratuita.

Mas, por outro lado, vejo que somos o topo da cadeia alimentar. Somos a espécie dominante e isso nos dá um pouco de responsabilidade. Temos que pensar em nossos atos e no efeito deste em tudo todos.

Claro que cobrar tal responsabilidade de todos os indivíduos de uma mesma espécie é pedir demais, mas não custa a reflexão.

Uma das coisas que nos faz diferentes das outras espécies, inclusive essa diferença nos colocou no topo das outras espécies, é a forma como organizamos nossa sociedade.



Tento entender as motivações de tais demostrações de ódio. E sinto que é o desespero que leva a violência e a barbárie que aos poucos vemos se consolidar no mundo, não só no Brasil, vale ressaltar.

Daí o desespero quando o Estado (aquele ente que legitimamos para cuidar de nós) falha. Bate desespero de órfão e assim voltamos ao estado de Direito onde aplica-se o “olho por olho dente por dente”. E isso sim me dá medo. Medo dos extremos e dos extremistas.

Claaaaaro que penso e repenso sobre isso e me coloco, o máximo que consigo, no lugar das famílias das vítimas e de fato não sei o que faria. Acho que seria embotada por uma fúria animalesca e revenge seria minha meta pouco importando a justiça dos homens e querendo ver a justiça da Sinara em ação.

Não é o certo. É só o homem natural órfão do Estado gritando dentro de nós desesperado por o mínimo indispensável à sobrevivência, Segurança!

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