Quem nunca pensou isso? Então,
agora, comigo, Pense de novo!
Ai cansei de tudo. Não tenho mais
paciência com essa gente que me cerca. Os problemas estão se acumulando, não conta
dos meus e ainda tenho namorado, família, amigo para ouvir e ajudar! A cabeça
está girando! Nada parece ter solução. Até
seu ovo cozido está queimando!
O que fazer? Sumir! Largar tudo e
todos! Esse povo que se vire! Vou me fingir de morta por prazo indeterminado. Pegar uma muda de roupa e sair pelo mundo!
Deixar de ter responsabilidade sobre o amanhã, e sobre as pessoas, sobre dinheiro
e trabalho, estudos, futuro, tudo, nada!
Opa! Para! Pera!
A ideia de sumir é bem legal.
Imagina estar livre! Imaginou!?
Agora acorda e realiza!
Primeiro de tudo, exceto se você
for uma pessoa totalmente desapegada dos seus do-entes queridos, você sentirá falta deles. Sentirá falta da sua
cama. Das suas coisas. Do seu teto. Estou falando só de sentimentos, por
enquanto.
Isso porque, se você for virar eremita
largado no mundo não terá coisas. Terá o básico para viver. Aí já complicou pra
mim. O meu básico pra viver é coisa à beça. De chinelo a marshmalow. De calça
jeans ao pretinho básico.
Quanto ao que levar, nooooossssa! Já desisti. Teria que
sintetizar o que gosto e o que é necessário, ai pronto! Nunca conseguiria fazer
isso. Sabe aquele negócio do “o que você pegaria se sua casa tivesse pegando
fogo?” Então, tiraria minha gentalha
e morreria queimada, porque cada hora lembraria de algo diferente e tudo, mas
tudo mesmo é importante e terá utilidade no futuro.
Eu já entendi que não tenho vocação
pra esse negócio de mendigo/eremita/vidalokis.
Já aceitei de boa!
Então, você também não terá para
onde ir. Ou irá para todos os lugares?
Outro problema! Pra onde você
vai? Por que até o sem rumo, de fato não está sem rumo. Ele sabe ao menos que
esquina virar e se não sabe, bem, vai ter que pensar sobre isso. Ai ferrou. O negócio
num era sair super vidalokis sem
pensar em nada, sem responsabilidade? Só pra começar já te dei duas. O que
levar e pra onde ir sem destino? Esquerda ou direita? Trás ou frente?
Ok! Num momento em que não quero
mais saber de tomar decisão nenhuma sobre nada, partiu ser feliz sem rumo certo,
falhei nas duas primeiras providências.
Conclui também que não sou um seromano que toma atitudes drásticas,
intempestivas que poderiam abalar profundamente minha estrutura de vida. Até
porque tenho esta estrutura há 30 anos, não é apego, é só tudo que tenho e que
me faz ser quem sou. Fazer isso seria abrir mão de mim mesma e daí falhei de
novo. Sou apegada e amo quem sou.
Não me deixaria pra trás. Sonho
meus sonhos há bastante tempo e descobri que não os sonho sozinha. Sou
responsável. Não responsável na fiel definição da palavra, mas tenho meu lugar
neste mundo definido também pelo que cativei e se sumo, como fica? É muita
coisa pra pensar. Não sei ser inconsequente.
Percebi que falar é fácil. Sentir
dói, mas também é fácil, mas colocar em prática requer o mínimo de desapego, o
qual não tenho e nem mesmo admiro quem tem.
Não, definitivamente, não
largaria tudo sem destino deixando pra trás quem eu sou. Deu preguiça só de
pensar em tudo que teria que fazer pra “sumir”, decidir o que levar e pra onde
ir...fora que pensar no que deixei me faria sofrer mais do que qualquer
problema que poderia enfrentar!






Nenhum comentário:
Postar um comentário