segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Nossa, que vontade de sumir!

Quem nunca pensou isso? Então, agora, comigo, Pense de novo!

Ai cansei de tudo. Não tenho mais paciência com essa gente que me cerca. Os problemas estão se acumulando, não conta dos meus e ainda tenho namorado, família, amigo para ouvir e ajudar! A cabeça está girando! Nada parece ter solução. Até seu ovo cozido está queimando!



O que fazer? Sumir! Largar tudo e todos! Esse povo que se vire! Vou me fingir de morta por prazo indeterminado. Pegar uma muda de roupa e sair pelo mundo! Deixar de ter responsabilidade sobre o amanhã, e sobre as pessoas, sobre dinheiro e trabalho, estudos, futuro, tudo, nada!

Opa! Para! Pera!

A ideia de sumir é bem legal. Imagina estar livre! Imaginou!?



Agora acorda e realiza!

Primeiro de tudo, exceto se você for uma pessoa totalmente desapegada dos seus do-entes queridos, você sentirá falta deles. Sentirá falta da sua cama. Das suas coisas. Do seu teto. Estou falando só de sentimentos, por enquanto.

Isso porque, se você for virar eremita largado no mundo não terá coisas. Terá o básico para viver. Aí já complicou pra mim. O meu básico pra viver é coisa à beça. De chinelo a marshmalow. De calça jeans ao pretinho básico.


Quanto ao que levar, nooooossssa! Já desisti. Teria que sintetizar o que gosto e o que é necessário, ai pronto! Nunca conseguiria fazer isso. Sabe aquele negócio do “o que você pegaria se sua casa tivesse pegando fogo?” Então, tiraria minha gentalha e morreria queimada, porque cada hora lembraria de algo diferente e tudo, mas tudo mesmo é importante e terá utilidade no futuro.

Eu já entendi que não tenho vocação pra esse negócio de mendigo/eremita/vidalokis. Já aceitei de boa!



Então, você também não terá para onde ir. Ou irá para todos os lugares?

Outro problema! Pra onde você vai? Por que até o sem rumo, de fato não está sem rumo. Ele sabe ao menos que esquina virar e se não sabe, bem, vai ter que pensar sobre isso. Ai ferrou. O negócio num era sair super vidalokis sem pensar em nada, sem responsabilidade? Só pra começar já te dei duas. O que levar e pra onde ir sem destino? Esquerda ou direita? Trás ou frente?


Ok! Num momento em que não quero mais saber de tomar decisão nenhuma sobre nada, partiu ser feliz sem rumo certo, falhei nas duas primeiras providências.

Conclui também que não sou um seromano que toma atitudes drásticas, intempestivas que poderiam abalar profundamente minha estrutura de vida. Até porque tenho esta estrutura há 30 anos, não é apego, é só tudo que tenho e que me faz ser quem sou. Fazer isso seria abrir mão de mim mesma e daí falhei de novo. Sou apegada e amo quem sou.

Não me deixaria pra trás. Sonho meus sonhos há bastante tempo e descobri que não os sonho sozinha. Sou responsável. Não responsável na fiel definição da palavra, mas tenho meu lugar neste mundo definido também pelo que cativei e se sumo, como fica? É muita coisa pra pensar. Não sei ser inconsequente.

Percebi que falar é fácil. Sentir dói, mas também é fácil, mas colocar em prática requer o mínimo de desapego, o qual não tenho e nem mesmo admiro quem tem.

Não, definitivamente, não largaria tudo sem destino deixando pra trás quem eu sou. Deu preguiça só de pensar em tudo que teria que fazer pra “sumir”, decidir o que levar e pra onde ir...fora que pensar no que deixei me faria sofrer mais do que qualquer problema que poderia enfrentar!




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