segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Crer ou ser responsável? Eis a questão!

Ainda não decidi qual religião devo seguir, nem mesmo sei se vou escolher uma só. Sei lá, vai que erro de Deus!!

Sou aquariana então dogmas e regras normalmente me deixam céticas e não me agradam.

Daí lembrei que fiz faculdade de Direito e isso parece ser um pouco contraditório. Mas eu explico. O direito rege a sociedade através das leis, feita por homens, ou seja, sem interferência do divino, para que não impere o caos nas relações sociais. Para quem não sabe a introdução da Constituição prevê um Estado laico, sem religião definida, escolhida pelo Estado. Eu, particularmente não entendo o Direito como forma de dominação, sou da galera que o vê como forma de exercício da democracia.

Entretanto, a religião através de seus dogmas, sempre foi utilizada para dominar, coibir, marginalizar, mutilar, matar, crucificar...enfim, acho que todos conhecem a história que pelas minhas contas é contada há mais de 2.000 anos e que ainda não perdeu a força e sim, continua me chocando, até porque ainda se faz recente.


Mas sem querer dar de Dan Brown, não sou muito de aceitar as coisas sem perguntar porque, ou no caso, como. Mas isso é assunto pra outro post ou até nem falarei disso, não sou teóloga e posso simplesmente falar um monte de m*r*a.

É muito fácil culpar Deus pelo mal do mundo ou pelas coisas ruins que aparentemente não conseguimos controlar, ou até mesmo o diabo. Entendendo que independente da religião quando me refiro a Deus, oh pai, ou a Lúcifer, importa dizer que são representatividades de bem e mal. Que querendo ou não existem e fazem a diferença no convívio cotidiano.

Somos responsáveis por tudo que acontece. Quanto a isso não não há como ter dúvida. Seja omissiva ou comissivamente. A gente se omiti, fingi que não vê. Ou quando não isso. Levamos à mão à arma, sacamos a impaciência e atiramos a intolerância. Ficar cego é mole. Passar direto, não se importar, ou achar que não pode fazer nada. Isso é super dia-a-dia. Fato que o gigante foi de berço faz tempo.

E se na verdade Deus não é uma criança mimada que brinca de comandar o mundo. E se somos responsáveis por nós mesmos, nossos erros e acertos, pelas guerras e pelo marshmallow. E se usamos do livre arbítrio e por isso fazemos nossas próprias escolhas e ela nos impõe consequências. Tipo efeito borboleta.



Vai ver Deus quer que sejamos responsáveis por tudo. Por todos. Pelo planeta. Pelo meu quintal. Pelos nossos sonhos. Pela realidade que vivemos. Pela Malásia e malária. Pelos Estados Unidos e pela união de todos os Estados. Pela fertilidade da terra e a infertilidade dos corações. Pela Maria, pela Mary e pela Malala. O mundo pode estar aguardando somente uma atitude de cada um que dele utiliza pra melhorar.

Sei que é muita ousadia, mas imagine um mundo onde as pessoas que copiam e colam mensagens bonitas de auto ajuda e espiritualidade no facebook, instagram e afins, de fato as praticassem...sei lá, só uma ideia maluca que passou pela minha cabeça!

Só acho que a posição de ajoelhar, dar o dízimo, comprar seu pedaço do paraíso e esperar algo acontecer muito cômoda. Nos exime de responsabilidade e faz de Deus um déspota sem escrúpulos e sem piedade.

Eu me recuso a acreditar que o Deus no qual deposito minha fé seja esse tipo de cara. Não o temo no sentido de temer e ter medo, temo por crer. Meu Deus é de amor e não de castigo. É de paz e com certeza não quer guerras em seu nome.

Sendo assim, não devemos usar seu nome para propagar violência ou justificar barbárie, use-o somente para falar de amor e vida, pelo menos é isso que entendo que ele queria que fizéssemos.


Nenhum comentário:

Postar um comentário

Posts relacionados

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...