terça-feira, 19 de junho de 2018

Sim, a feminista virou princesa...

Demorei pra postar este texto, que estava pronto e eu nunca que finalizava. Porém, ontem saiu a seguinte notícia  - sobre o primeiro casamento gay de membro da família real, e com isso relembrei que o casamento de Harry e Megan foi bem mais que só um casamento real. Ah... e #HarryEMeghan completaram seu primeiro mês de casados. Bodas de que?

Membro da corte de Betinha - primo, casará com alguém do mesmo sexo. Imaginou o que isso significa? Foi recado, que pode ser populista, sobre evolução de pensamento de uma sociedade tradicional, que errou muito, muito, eu ouvi Lady Di, mas está, a passo tímidos, chegando ao século 21.

Quando formos falar sobre o casamento, seja do Harry e Meghan, seja do Lord de Mountbatten - o primo, devemos pensar que ambos significam algo, ou muitos algos, com relação a forma como a monarquia está vivendo e por consequência influenciando a sociedade inglesa e o mundo.

royal wedding GIF by BBC

O Príncipe casou com a plebéia americana.
Sim, o Duque de Sussex a fez duquesa de Sussex.
A ativista/atriz casou.
A feminista virou princesa.
Acontece, né?

É?

Sim, sobre a parte do feminismo, me cabe dizer que partir do momento de ela escolheu casar com o príncipe ou qualquer um, ela está sendo só feminista mesmo.

Feminismo é luta por direito de escolha. É luta pela liberdade de ser, ir e vir, estar, permanecer, resistir, mandar em suas vontades e no próprio corpo. É luta por igualdade de direitos - e deveres, e desta forma, ela, assim como ele tem direito de escolher ser princesa, duquesa, atriz, ativista, ou não.

Exercendo essa liberdade, Meghan, escolheu dizer sim e virar duquesa, princesa e no caso  de morrerem o Princípe Charles, Príncipe William, Príncipe George (filho do William), Princesa Charlotte (filha do William) ou abdicação de qualquer um desses, Rainha consorte.

Entendam ainda, que a Rainha Elizabeth, somente é monarca hoje, porque no passado, seu Tio, abdicou do trono por amor a uma mulher divorciada e diante da impossibilidade de casar-se com ela, pelas regras da Monarquia, o trono foi assumido pelo Pai de Betinha.

Diz-se ainda que a Princesa Margaret, irmã da Rainha, apaixonou-se por um homem, até então casado, e por conta disso não pode casar com ele. Segundo a lenda, ela viveu infeliz o resto de sua vida, de forma boêmia, pouco responsável e ligada as tradições reais.

Porém agora, aceita-se coisas que antes, em público, seriam impensáveis.

Não vou entrar no mérito da relação de Diana com Charles. Pois há enredo para outro tipo de post e a corte dos Windsor não sairiam tão bem na foto.

Mas depois de tudo que aconteceu com família real desde então, ou seja, desde a virada do século XX, os últimos passos foram bastante significativos, seja, aceitar divórcios - Charles e aquelazinha, divórcio, princesa do povo, amante, agora aceita divorciada, afrodescendente, do povo, atriz, americana...sacou?

Sim, ha um século atrás isso seria inconcebível.

Pra mim, mera mortal, esses casamentos representam a renovação política e social da monarquia inglesa. Daqui há 20 anos entenderemos o significado destes casamentos de forma mais profunda. Se eles se mantiverem casados é claro.

Isto porque, eles serão a toda a corte Inglesa, e serão quem definirão costumes e imaginário coletivo da monarquia mais tradicional e popular - nem sempre de forma positiva, do mundo.

Ah...mas existe a parte fantasia da história, que fez pessoas acordarem cedo para assistir a cerimônia de casamento que foi transmitida em telões por toda Londres, e em aqui pela terras tupiniquins houve canal que escalou time de comentaristas para a referida transmissão.

Entendeu?

Não é só conto de fadas. Não é só ato político. É Tudo isso e um pouco mais. Ensinem isso pras suas meninas - suas crianças. Porque caso contrário elas somente verão o conto de fadas.

excited royal wedding GIF by BBC

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