segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Minha vida daria um musical...

Sim, pois além de ter vivido momentos muito loucos, sou do tipo de pessoa que gosta de música. Sabe, aquela pessoa louca que tem na playlist de Metallica a Luan Santana, de Nickelback a Maria Bethânia, de Kate Perry a Blake Shelton? Sou Eu! Recentemente fiquei admirada por lá constar alguns sambas enredos da agremiação para qual torço. Mas isso também faz parte de mim e as deixei lá!



Eu amo música e não de um único artista ou ritmo musical. Isso é limitado demais pra mim! Sou plural! Eu amo música! Ponto! Amo ritmos e sons que façam meu coração saltitar e minha mente viajar. Letras bem escritas, melodias que fazem nosso corpo mexer sem sentirmos ou letras sem sentido algum, mas que nos fazem bem e simplesmente gostamos.

Música e ritmos musicais, vocais, instrumentais, principalmente de percussão e corda fazem meu coração bater mais forte, fazem a vida ter sentido, fazem paz, fazem pessoas se unirem pelo som. Sempre achei isso mágico, o poder da música. comparável ao poder do esporte. Une estranhos em palmas e gritos de euforia, cantando a música favorita.

A música funciona assim pra mim:

- se eu estou triste, canto para chorar tudo de lágrima guardada, sofrer tudo que há pra sofrer, canto deslizando pela parede, pego as melodias mais tristes e letras mais sofridas, canto junto para a lágrima escorrer enquanto eu canto, pra gastar a tristeza toda, num ficar nem uma gota, ir até o fim;



- se eu estou feliz, amoooooor, vai ter som alto, vai ter música no repeat eterno, vai ter pulos e coreografia que vier na cabeça, possivelmente vou me machucar enquanto performo, porque essa sou eu, e vou cansar de pular e cantar a música junto.


Por que música serve pra isso, pra viver todos os momentos, fazer esses momentos marcarem.

Meu nível de necessidade e afinidade com a música é tanto que sempre associo música a um momento ou alguém. Nem todos meus amigos sabem, mas a maioria deles tem música associada na minha cabeça seja a um momento vivido junto ou a personalidade dele.

A música me ajuda a entender sentimentos, a viver momentos, a entender as personalidades e como as pessoas encaram a vida dependendo do gosto musical.

Por exemplo, com meu namorado, temos 3 músicas, a do começo do namoro que é a nossa música, que nos tira o fôlego e faz lembrar o momento de estarmos nos apaixonando, temos uma música amorzinho de declaração de amor e temos a nossa música de briga que ouvimos quando estamos brigados para chorarmos e sabermos que ainda nos amamos e sempre vamos recomeçar.

Além disso, tudo eu ainda preciso da música. Preciso dela pra me concentrar. Focar em estudo ou nos artigos pros blogs, focar em algo que eu esteja fazendo, focar no trabalho e em qualquer coisa, focar nos meus próprios pensamentos e me desfocar no mundo. Ela isola os outros ruídos, me deixa só no meu mundico lindo e perfeito feito de música e palavras escritas e cantadas.



E você? Qual é a sua música? que importância a música tem na sua vida??

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Larica pós filmes


Qual é mesmo o nome daquela doença que você pega quando vê um filme que faz você querer fazer tudo igual ao filme, mas daí lembra que na vida real não tem um Patrick Swayze pra te segurar no alto ou está velha demais pra entrar pro MI6?

Geeentcheeeeee isso sempre acontece comigo!!!

Quando vejo um filme de dança daqueles bem clichês onde o cara é rebelde a garota certinha e eles se identificam pela dança e depois acontece uma tragédia que quase o impede de fazer a dança final, mas ele chega a tempo sem a roupa correta...então até com esses me identifico. Imagino logo que devia ter focado na dança, adoro dançar mesmo, daí já viu né!?

E quando vejo filme de ação? Amoooor...penso logo que devia ter feito concurso pra polícia. Seria uma ótima espiã! Mentira!! E quando tem uma mulher no filme. Sou ela! Fato! Já penso em fazer aula de tiro, elaborar estratégias, usar vestidos super decotados e seduzir qualquer um com a facilidade de quem passa um batom, aprender a lutar, tenho muita facilidade para lutas...mentira.


Não sou normal, mas fato é que sonho como a Tiana em ter meu próprio negócio. Ter a perspicácia e a lábia de Olivia Pope. Quero um príncipe encantado como o da Bela que espera que a sua Fera tenha a ternura em suas atitudes como vê em seus olhos. Quero saber valsar como a Giselle.

Aaah quero também dirigir como Toretto. Lutar com a Viúva Negra. Ter um pai como o Liam Neeson. Amigos como os Vingadores. Ser revolucionária como Tris e Katniss. Um casamento com em True lies. Realizar o impossível como Ethan. Quem nunca quis largar tudo e viajar comendorezandoeamando?



Aaah se eu tivesse um super poder? Podia salvar várias pessoas, evitar várias injustiças e expulsar Colloris e Dilmas e cobrar de recompensa marshmalow, miojo e sapato. Mãe pq eu não sou mutante? Tenho certeza que ela vai dizer que é culpa do meu pai, pq seus genes são extraordinários. Essa é minha mãe.

E curtir a vida adoidado? Ah vá, tu nunca que sonhou em cantar Beatles no meio da Presidente Vargas? Eu já!



Assisto o filme e transporto automaticamente tudo pra minha realidade. Acho que é um dom. Por isso não assisto filme de terror. Aow...magina transportar a guria do exorcista pra minha realidade ou negócio de gente morta tretando por aí...eu hein! Não!

Mas aqui...Porque na minha escola nunca teve um grupo de teatro e canto como no tal High School??? Sempre me senti como se estivesse lá...que era só um cantar um verso no corredor e todos faziam coro e sabiam a coreografia nunca antes ensaiada, porque Mel Dels!!!???? Não superei isso!


Aprendi depois disso tudo que por mais que seja baseado da realidade filmes estão longe, mas muito longe de serem reais. E surreal e por isso eu gosto. Gosto daqueles filmes mais doidos e surreais e irreais. Raramente vejo filme que vem com lição de moral e de vida. Gosto do lúdico. Gosto daquele filme que o exército de um homem só derruba o helicóptero com um carro. Sim, Tio Bruce Willis me ensinou que isso é possível! #Eucreio

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Crer ou ser responsável? Eis a questão!

Ainda não decidi qual religião devo seguir, nem mesmo sei se vou escolher uma só. Sei lá, vai que erro de Deus!!

Sou aquariana então dogmas e regras normalmente me deixam céticas e não me agradam.

Daí lembrei que fiz faculdade de Direito e isso parece ser um pouco contraditório. Mas eu explico. O direito rege a sociedade através das leis, feita por homens, ou seja, sem interferência do divino, para que não impere o caos nas relações sociais. Para quem não sabe a introdução da Constituição prevê um Estado laico, sem religião definida, escolhida pelo Estado. Eu, particularmente não entendo o Direito como forma de dominação, sou da galera que o vê como forma de exercício da democracia.

Entretanto, a religião através de seus dogmas, sempre foi utilizada para dominar, coibir, marginalizar, mutilar, matar, crucificar...enfim, acho que todos conhecem a história que pelas minhas contas é contada há mais de 2.000 anos e que ainda não perdeu a força e sim, continua me chocando, até porque ainda se faz recente.


Mas sem querer dar de Dan Brown, não sou muito de aceitar as coisas sem perguntar porque, ou no caso, como. Mas isso é assunto pra outro post ou até nem falarei disso, não sou teóloga e posso simplesmente falar um monte de m*r*a.

É muito fácil culpar Deus pelo mal do mundo ou pelas coisas ruins que aparentemente não conseguimos controlar, ou até mesmo o diabo. Entendendo que independente da religião quando me refiro a Deus, oh pai, ou a Lúcifer, importa dizer que são representatividades de bem e mal. Que querendo ou não existem e fazem a diferença no convívio cotidiano.

Somos responsáveis por tudo que acontece. Quanto a isso não não há como ter dúvida. Seja omissiva ou comissivamente. A gente se omiti, fingi que não vê. Ou quando não isso. Levamos à mão à arma, sacamos a impaciência e atiramos a intolerância. Ficar cego é mole. Passar direto, não se importar, ou achar que não pode fazer nada. Isso é super dia-a-dia. Fato que o gigante foi de berço faz tempo.

E se na verdade Deus não é uma criança mimada que brinca de comandar o mundo. E se somos responsáveis por nós mesmos, nossos erros e acertos, pelas guerras e pelo marshmallow. E se usamos do livre arbítrio e por isso fazemos nossas próprias escolhas e ela nos impõe consequências. Tipo efeito borboleta.



Vai ver Deus quer que sejamos responsáveis por tudo. Por todos. Pelo planeta. Pelo meu quintal. Pelos nossos sonhos. Pela realidade que vivemos. Pela Malásia e malária. Pelos Estados Unidos e pela união de todos os Estados. Pela fertilidade da terra e a infertilidade dos corações. Pela Maria, pela Mary e pela Malala. O mundo pode estar aguardando somente uma atitude de cada um que dele utiliza pra melhorar.

Sei que é muita ousadia, mas imagine um mundo onde as pessoas que copiam e colam mensagens bonitas de auto ajuda e espiritualidade no facebook, instagram e afins, de fato as praticassem...sei lá, só uma ideia maluca que passou pela minha cabeça!

Só acho que a posição de ajoelhar, dar o dízimo, comprar seu pedaço do paraíso e esperar algo acontecer muito cômoda. Nos exime de responsabilidade e faz de Deus um déspota sem escrúpulos e sem piedade.

Eu me recuso a acreditar que o Deus no qual deposito minha fé seja esse tipo de cara. Não o temo no sentido de temer e ter medo, temo por crer. Meu Deus é de amor e não de castigo. É de paz e com certeza não quer guerras em seu nome.

Sendo assim, não devemos usar seu nome para propagar violência ou justificar barbárie, use-o somente para falar de amor e vida, pelo menos é isso que entendo que ele queria que fizéssemos.


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Tudo novo de novo!

Recomeçar? Não, não é nada fácil.

Confesso ainda que sou totalmente alheia a mudanças, tenho medo do incerto, mas após desgastes psicológicos, emocionais, financeiro e que acabaram por afetar minha saúde. Tive que tomar uma atitude.

Daí cabe mais uma confissão. Não tomei a atitude sozinha.

Já falei aqui sobre anjos que Deus coloquei em minha vida? Não. Ah...então começarei a falar agora. Aos meus anjos, dei o nome de amigos!

Bem, temos alguns anjos em minha vida. Pessoas que cuidam e zelam por mim. Preocupam-se, brigam, fazem carinho, pagam chopp, me dão sapatos e marshmalow de presente. Assim eles tem meu coração, minha gratidão, cumplicidade e minha alma para sempre! Amém.

Ah tempos andava incomodada com o rumo da minha carreira, e considerando que sem dinheiro não dá pra ficar. Aff como faria pra comprar marshmalow e sapatos!? Eu hein...

Então, comecei a pensar em segundas opções.

Duvidei da minha capacidade profissional e até intelectual. Já não estava rendendo para a empresa que trabalhava o que eu gostaria e nem o que eles precisam e o principal, eu não estava feliz.

Nesse panorama, eu precisava me mexer. Fazer algo por mim mesma.

Primeiro passo me libertar de algumas ideias que me prendiam e me atrasavam. Pensei imediatamente em diversificar. Quem sabe sair do meu nicho, mudar de ares de verdade.

Dai, entra em ação meu anjo, que como por pressentimento, me liga e diz que tem estava selecionando para vaga em uma empresa e que uma das oportunidades tinha o meu perfil, apesar de não ser na área jurídica.

Rá...pensei muito, e quinze segundos depois disse que topava participar da seleção.

Bem, isso era quase Deus falando que o mundo é gigante e oportunidades não faltam eu só precisava me mexer e querer.

Enfim, conheci novas coisas, novas pessoas, tive tempo para refletir sobre meu futuro e por fim, tive certeza de que sou apaixonada pela minha profissão. Não foi a toa que escolhi o Direito. Tenho vocação, raciocínio e coração para isso e não posso desperdiçar por medo de assumir as responsabilidades da profissão e as consequências de lidar com a vida e os patrimônios das pessoas.

Do mesmo modo que aquela força motriz do universo agiu em meu favor, pondo-me em novo caminho, foi posta de volta no meu! Não posso reclamar. Só agradecer. Estou bem. Estou feliz e pronta pra ser tudo que posso ser. Gosto de fazer planos e coloca-los em prática é o que me move agora.

Continuo com medo, mas como dizem: Vai! E se der medo? Finge que tem coragem e vai com medo mesmo!




segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Reclamações do dia a dia..



Vai dizer que nunca reclamou do ônibus que demora, ou passa direto pelo ponto onde deveria parar, ou do metrô lotado enquanto estava dentro dele apertada como se fosse... como se fosse um trabalhador dentro do metrô, mesmo por que não existe analogia que se compare, pois a sardinha com certeza tem mais espaço em sua digna lata.

Bah, você com certeza já deu de rabugento falando mal da política, do preço da carne, das filas do mercado, sei lá, do preço do sanduíche do mc donalds, mas o que você faz para que houvesse de fato alguma mudança nestes setores, ou em qualquer outro que não tenha me ocorrido.

Normalmente reclamamos com a pessoa que está do lado da fila, com o despachante do ônibus, com segurança do metrô, mas de que isso adianta? Por fim, não tomamos qualquer medida para efetivamente mudarmos o que nos incomoda. Infelizmente, de fato, não fazemos nada!

Uma vez li um texto que ficou em minha cabeça da brilhante Marina Colasanti (“Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.”). Neste texto genial, ela retrata aquilo com o qual somos obrigados a conviver, que nos faz mal e mesmo assim nos acostumamos, mas não devíamos nos acostumar.

Não quero dizer que faço diferente ou que sempre resolvo o que me incomoda, mas tenho repensado algumas das minhas reclamações constantes e... ah fala sério, reclamar é chato demais, principalmente quando SÓ reclamamos e não fazemos nada para resolver.

Estou falando de pequenas atitudes, menos blábláblá e mais vamos lá. Não sou contra os protestos, ao contrário, como boa aquariana sou uma revoltada por natureza e adoraria acreditar, mas neste país, tenho sempre a sensação de que estamos sendo manipulados,

Então, acho que podíamos simplesmente ser mais reativo, ou seja, colocar mão na massa. Praticamente todas as empresas prestadoras de serviços possuem ouvidorias, sac´s, e afins, e como dizem agua mole em pedra dura tanto bate até que sejamos ouvidos.

Caso queiram saber, o TJRJ sempre divulga ranking dos seus maiores litigantes:



No fim das contas você pode simplesmente entrar em contato com o Procon RJ ou 151.

Ah, e se nos sac´s, ainda assim não for bem atendido, existe uma lei que regulamenta os atendimentos Decreto nº 6.523, de 31 de julho de 2008 que complementa a Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990, comumente conhecida como Código de Defesa do Consumidor, e se você é consumidor, tipo como todo mundo já que não é um eremita, deveria lê-la pelo menos uma vez!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Nossa, que vontade de sumir!

Quem nunca pensou isso? Então, agora, comigo, Pense de novo!

Ai cansei de tudo. Não tenho mais paciência com essa gente que me cerca. Os problemas estão se acumulando, não conta dos meus e ainda tenho namorado, família, amigo para ouvir e ajudar! A cabeça está girando! Nada parece ter solução. Até seu ovo cozido está queimando!



O que fazer? Sumir! Largar tudo e todos! Esse povo que se vire! Vou me fingir de morta por prazo indeterminado. Pegar uma muda de roupa e sair pelo mundo! Deixar de ter responsabilidade sobre o amanhã, e sobre as pessoas, sobre dinheiro e trabalho, estudos, futuro, tudo, nada!

Opa! Para! Pera!

A ideia de sumir é bem legal. Imagina estar livre! Imaginou!?



Agora acorda e realiza!

Primeiro de tudo, exceto se você for uma pessoa totalmente desapegada dos seus do-entes queridos, você sentirá falta deles. Sentirá falta da sua cama. Das suas coisas. Do seu teto. Estou falando só de sentimentos, por enquanto.

Isso porque, se você for virar eremita largado no mundo não terá coisas. Terá o básico para viver. Aí já complicou pra mim. O meu básico pra viver é coisa à beça. De chinelo a marshmalow. De calça jeans ao pretinho básico.


Quanto ao que levar, nooooossssa! Já desisti. Teria que sintetizar o que gosto e o que é necessário, ai pronto! Nunca conseguiria fazer isso. Sabe aquele negócio do “o que você pegaria se sua casa tivesse pegando fogo?” Então, tiraria minha gentalha e morreria queimada, porque cada hora lembraria de algo diferente e tudo, mas tudo mesmo é importante e terá utilidade no futuro.

Eu já entendi que não tenho vocação pra esse negócio de mendigo/eremita/vidalokis. Já aceitei de boa!



Então, você também não terá para onde ir. Ou irá para todos os lugares?

Outro problema! Pra onde você vai? Por que até o sem rumo, de fato não está sem rumo. Ele sabe ao menos que esquina virar e se não sabe, bem, vai ter que pensar sobre isso. Ai ferrou. O negócio num era sair super vidalokis sem pensar em nada, sem responsabilidade? Só pra começar já te dei duas. O que levar e pra onde ir sem destino? Esquerda ou direita? Trás ou frente?


Ok! Num momento em que não quero mais saber de tomar decisão nenhuma sobre nada, partiu ser feliz sem rumo certo, falhei nas duas primeiras providências.

Conclui também que não sou um seromano que toma atitudes drásticas, intempestivas que poderiam abalar profundamente minha estrutura de vida. Até porque tenho esta estrutura há 30 anos, não é apego, é só tudo que tenho e que me faz ser quem sou. Fazer isso seria abrir mão de mim mesma e daí falhei de novo. Sou apegada e amo quem sou.

Não me deixaria pra trás. Sonho meus sonhos há bastante tempo e descobri que não os sonho sozinha. Sou responsável. Não responsável na fiel definição da palavra, mas tenho meu lugar neste mundo definido também pelo que cativei e se sumo, como fica? É muita coisa pra pensar. Não sei ser inconsequente.

Percebi que falar é fácil. Sentir dói, mas também é fácil, mas colocar em prática requer o mínimo de desapego, o qual não tenho e nem mesmo admiro quem tem.

Não, definitivamente, não largaria tudo sem destino deixando pra trás quem eu sou. Deu preguiça só de pensar em tudo que teria que fazer pra “sumir”, decidir o que levar e pra onde ir...fora que pensar no que deixei me faria sofrer mais do que qualquer problema que poderia enfrentar!




quarta-feira, 19 de agosto de 2015

À beira da Barbárie



Uma coisa, das muitas desse mundo que está cada vez mais do avesso, que nunca irei entender é o prazer mórbido dos seresomanos em ver gente morta, mutilada,despedaçada, alvejada, sei lá eu mais o que...

-Ah, mas era um traficante! Oi? Era gente! Pessoa que fez trocentas escolhas erradas. Escolhas que impactam na nossa forma de viver. Pessoa que deixa a nossa cidade mais violenta. Pessoa que fornece drogas pros playboys que compartilharam a foto do dito traficante morto na internet.

Não sinto prazer algum em ver luta, tipo UFC, UFLele, os quais classifico como coliseu moderno (nem tão moderno assim). Assim como, não curto ver cara de defunto na internet, seja ele de pai de família ou de super traficante mais procurado da cidade.

Não tenho esse tipo de prazer mórbido. Acho nojento. Me choca.

Não condeno ou crucifico, entendam. è somente uma opinião particular. Mas também entendo que não cabe a mim tal parecer, ou seja, julgar quem merece ou não morrer e menos ainda julgar aqueles que ficam aplaudindo o ocorrido.

Respeito todas as formas de vida e não destilo ódio á toa. Nem mesmo saberia ser tão cruel de forma gratuita.

Mas, por outro lado, vejo que somos o topo da cadeia alimentar. Somos a espécie dominante e isso nos dá um pouco de responsabilidade. Temos que pensar em nossos atos e no efeito deste em tudo todos.

Claro que cobrar tal responsabilidade de todos os indivíduos de uma mesma espécie é pedir demais, mas não custa a reflexão.

Uma das coisas que nos faz diferentes das outras espécies, inclusive essa diferença nos colocou no topo das outras espécies, é a forma como organizamos nossa sociedade.



Tento entender as motivações de tais demostrações de ódio. E sinto que é o desespero que leva a violência e a barbárie que aos poucos vemos se consolidar no mundo, não só no Brasil, vale ressaltar.

Daí o desespero quando o Estado (aquele ente que legitimamos para cuidar de nós) falha. Bate desespero de órfão e assim voltamos ao estado de Direito onde aplica-se o “olho por olho dente por dente”. E isso sim me dá medo. Medo dos extremos e dos extremistas.

Claaaaaro que penso e repenso sobre isso e me coloco, o máximo que consigo, no lugar das famílias das vítimas e de fato não sei o que faria. Acho que seria embotada por uma fúria animalesca e revenge seria minha meta pouco importando a justiça dos homens e querendo ver a justiça da Sinara em ação.

Não é o certo. É só o homem natural órfão do Estado gritando dentro de nós desesperado por o mínimo indispensável à sobrevivência, Segurança!

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Auto sabotagem

Uma vez li em texto, não sei de quem, que se aplica bem ao momento de vida que estou passando.
Este texto falava sobre a mutilação que praticamos em nós mesmos conforme vamos crescendo e amadurecendo. Basicamente esse texto fala sobre como vamos sabotando dons e aptidões, sonhos e fantasias, tendo em vista que devemos SER algo quando crescermos.


Não entenderam? Eu explico.

Conforme vamos crescendo o “o que você vai ser quando crescer” torna-se uma imposição social. Você precisa escolher o que será da vida. Que profissão terá para o resssssssssto da sua vida. O que será seu sustento até você morrer ou com sorte se aposentar.

Claro que pra você tomar esta decisão você já viveu bastante e tem maturidade necessária para tomar a decisão que marcará o rumo da sua vida, sabe o que quer e o que não quer. Está certo das suas decisões e de como estas impactarão na sua vida a curto e longo prazo. Só que não! Razão pela qual entendo que muitas pessoas acabam se frustando profissionalmente.



Normalmente quando tomamos esta decisão não somos nada além de adolescentes que pensam que pai e mãe são sabotadores, todos os amores são eternos desde que você escreva isso no seu caderno 125 mil vezes e o fim do mundo é ter uma espinha.

- Sinarinha, o que você quer ser quando crescer?
- Como vou saber? Só tenho 17 anos! Dã!

E o pior, esta pergunta nos é feita desde que somos criança. No meu caso foi bem simples. Eu queria ser professora e advogada. E bem. Até agora cumpri as metas! Mas sei que poderia ser mais.

Gosto de artesanato. Gosto de cozinhar. Gosto de cantar. Gosto de fotografia. Gosto de ajudar as pessoas. Gosto ainda tantas coisas e sou boa em outras coisas. Não é marketing pessoal. Eu só sei que: sei montar brincos e consigo desenhá-los em minha cabeça, estou aprendendo a fazer scrapbooks, sei pintar caixinhas mdf, sou uma cantora, que estudando seria, razoável, as vezes tiro fotos bem legais, sempre tento ajudar os seres humanos que ainda possuem meu afeto. Tenho pensamento lógico que poderia ser usado pelo FBI além de uma mente criminosa que desvenda qualquer modus operandi.



Sempre achei que a vida é o avesso do que deveria ser de fato. Como assim? Simples: quando temos idade para tomarmos as decisões mais importantes da nossa vida, tal habilidade não é mais necessária, já envelhecemos e passamos dessa fase. Coisa de maluco é decidir que quero ser médica e salvar vidas quando tenho 17 anos de idade!! Nunca vou entender isso! Geeentche, com 17 achava que casaria com o Kevin dos Backstreet Boys.

Quando estava no ensino médio, fazendo o curso de formação de professores, fiz uma lista com uma amiga da época sobre tudo que ainda queríamos fazer a minha tinha mais de 30 itens. Tenho certeza que ainda tenho esta lista, se achasse hoje, riscaria algumas coisas e incluiria tantas outras.
Daí pensei que poderia ser bem mais do que sou. Fazer mais coisas do que estou fazendo por ora. Investir mais em coisas que me dão prazer. Parar imediatamente de me sabotar. Devo parar de ouvir da voz do coletivo que nos impõe foco em somente uma coisa.

- Sinara, o que você quer ser quando crescer?
- Tudo! Quero ser tudo que sei que posso ser. E se sobrar tempo, vou cozinhar!



segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Vou de táxi...cê sabe!

Não sou rica, mas sou medrosa, então pego táxi, que, particularmente chamo que carruagem mágica!



Sou medrosa porque tenho medo de dirigir apesar de ter três carros disponíveis, não dirijo e voltar pra casa na madruga de busão...enfim, pânico define. Daí morro num dinheiro de táxi, sim, porque táxi tá barato não!

Mas ai tem gente que diz que táxi também não é seguro e talecoisa...mas vou dizer uma coisa, pego táxi com frequência e jamais passei perrengue. Até mesmo com os que não são de cooperativa, os quais até evito, mas por vezes são inevitáveis.

Minha gente, sou míope, ou seja, não enxergo bem de longe e como os logos da cooperativa não veem no capô não há condições de eu enxergar de longe o que está do lado da porta. Pelamor! #ficaadica

Para evitar isso utilizo aplicativos que chamam os táxis pra mim. O que uso habitualmente é o taxi beat, mas existem outros e é só procurar no baixador de aplicativo de sua preferência. Também tenho alguns números de telefone de cooperativas salvos no celular, além de conhecidos e telefone de taxistas que como gostei da conduta, pedi.

Bem, se pego tanto táxi, claaaro que tenho algumas histórias, bizarras e engraçadas pra contar, mas não lembro de todas, graças à Deus!

A clássica: Já fui cantada, deliberadamente, dentro de um táxi, mas não foi aquela cantada xexelenta não, foi tão sutil que eu quase não percebi que era uma cantada, só saquei quando houve o convite pra sair. Juro que não acreditei que estava acontecendo. E essa cantada ocorreu no trajeto da Avenida Rio Branco até a Casa Vídeo de Botafogo. Cara, quem mora no Rio sabe que este trajeto é bem curtinho e não dá tempo de ter intimidade, mas ainda assim, ele tentou!

A inusitada: Já peguei um taxista que tinha duas faculdades, ele tá melhor que eu, em se tratando de formação e disse que trabalha no táxi por opção. E era gatchenho...interessadas, informo que ele trabalha na cooperativa do Shopping Tijuca.

E como sabia que ele tinha trocentas faculdades? Bem, eu sou mega falante e super amigona, taxista bom pra mim e aquele que conversa. Tem que me ouvir, concordar comigo e falar da vida. Já teve taxista que queria me ensinar a dirigir...esse foi engraçado, pois ficou indignado pq tinha carro e não dirigia.

A Fofa: O Ulisses, que trabalhava no centro perto da praça XV e sempre me trazia em casa após os encontros de quinta que marcava com um grupo de amigos. Essa fofura de pessoa já até sabia onde eu morava. Esse era meu favorito. Porque? Bem, ele era além de fofo e educado, super esforçado, não queria trabalhar no táxi e estava fazendo curso de petróleo e gás e várias provas dessa parada. Tinha acabado de ficar noivo e falava de modo muito fofo da sua noiva. Agora ele nem é mais taxista e abriu seu próprio negócio. Acho que não deu certo no lance do petróleo.

O informado: Peguei um uma vez que falou de tudo, da “namorida” dele, das boates que conhecia, dos sambas mais descolados e aumentou o volume do dvd do revelação que estava tocando.

O indignado: Então, já discuti de leve com um deles. Foi com seu Edson. Parceiro! Maaaaas, não fale mal de Adriana Calcanhoto! Ele é fã. Eu não sabia. Resumindo: discutimos pq disse que me dá nervoso ouvi-la cantando. Ah gente, dá mesmo. Ela é lenta. Nunca devolvem o negócio pra ela e ela pedindo daquele jeito moroso. Num guento! Ele ficou indignado. Dai tentei consertar, o que nunca melhora as coisas, e disse que a acha um a excelente artista, e acho mesmo, mas não tenho paciência para ouvi-la cantar! Numa outra corrida, comecei a falar de Elis, ele me olhou de rabo de olho e eu não tive coragem de continuar!

A melhor de todas as histórias: Meu pai foi taxista durante muitos anos após ter se aposentado. Pra quem não sabe, existe, ainda hoje, táxis fusquinhas e eu moro no único lugar do Rio que eles ainda rodam. Papai dirigia um desses fusquinhas. è um clássico! Eu amo fusquinhas!!!
Hoje somente  2, mas antes das modificações legais da SMTR estes, por não se encaixarem nas exigências do órgão em termos de estrutura foram acabando.



Enfim, o que queria dizer além de contar as histórias que já passei é que pegar táxi ficou mais seguro que pode ser feito pelo aplicativo no qual os taxistas são avaliados e deixa a coisa mais sussa. Infelizmente vou dizer para evitarem os que não são de cooperativa, pois a cooperativa é uma garantia a mais de confiabilidade do serviço e no fim se algo der errado terá onde reclamar. Pensem que se você esquecer algo no carro fica mais fácil de tentar reaver.

Dica: Não durmam dentro dos táxis (faça o que digo e não o que faço) e façam amizade com o taxista, ser escrota não salva ninguém se tiver dinheiro inteiro informe antes, se puder conheça o caminho antes de sair de casa para não ficar perdida e com medo de ser passada pra trás. Não abuse e não peça para eles correrem, pq você pode ficar com medo e o taxista com má vontade. Cumprimente, seja cordial.

Ah...lembrando que a “Bandeira 2” só pode ser usada em domingo, feriado, qualquer dia depois das 22h e nas subidas muito íngremes também.

E vocês? Contem suas histórias de taxistas!!

quarta-feira, 8 de julho de 2015

Conceito, não seja pré!

Num nem ai pra raça, cor de pele, cor do cabelo!

A pessoa pode ser verde, roxa, alemã, iogusláva...de boa, se eu gostar, show, mas se eu não gostar pode até ser Eike Batista, Naomi Campell e Whats.

Coisa chata essa gente tentando ofender e aquela que se deixa ofender! Pode me chamar de preta que eu nem ligo! Amo ser pretinha! Tenho peitão, bundão e narigão, e sabe? Me acho linda! Minha MãePaiIrmã e Meu Vida me acham linda e pra mim tá bastando!!

Mas se me chamar de branquela rola uma treta maligna!! Eu hein...onde já se viu me chamar do que não sou!

Entendo ofensa como imputar a alguém algo que ela não é, não constatar fato. Sua cor de pele é chocolate então meu bem você é pretinho!!!! Macaco, sim. Isso é ofensa. Por que assim a fizemos.

Entendemos como ofensa. Falamos como ofensa e ouvimos como ofensa. Tédio de gente escrota e Tédio de gente ofendida. E gente esperta...preconceito em virtude da cor da pele é CRIMEEEEE...dá m#r&d@, vai virar exemplo!!! Além do fato de estar super fora de moda.

Faz a phyna...mande pagar suas bananas! #somostodosmacacos Quem lembra da banana que jogaram pra Daniel Alves??? E o que ele fez??? Divou pra sempre, pq ele simplesmente comeu... #mitouprasempre #somostodoshumanos

Falando em moda...a galera adora reclamar que tem quota pra universidade e concurso e p*r%@ toda. Mas o que poucos sabem é que tem quota até no mundico da moda de gente esfomeadacomcaradeblasé. Fiquei sabendo à pouco tempo que até maquiadores tem "preconceitos" quando maquiam pele negra. Aloooow...Pelamor!!

Nos desfiles e apresentações de coleções há a máxima de "eu já tenho uma negra no meu casting
Tomanoc*!

Até parece que alguém compra roupa pensando. .."será que fica bem pq sou branca?" Ou "será que fica bem pq sou negra?" Ou pior "será que essa combina com o tom da minha pele...branca, verde, azul...?"

E que mundo doido esse no qual vivemos (construímos) onde a cor da sua pele, seu peso, sua classe social definem sua personalidade e seu papel na sociedade.

Nunca vou entender isso!

Minha mãe é negra, mulata, preta, sei lá eu, e não sei por que nunca a definimos assim. Quisera eu ter nascido com seu tom de pele. A acho linda com tudo que tem. Cabelo crespo, pele sabor chocolate, bundão e força. Ressalto que ela já sofreu preconceito, mas nunca se fez de coitada por causa da cor de sua pele.

Agora vimos mais um ataque, público, em cima da Maria Julia Coutinho a foferrrrrima garota do tempo do Jornal Nacional, ou melhor Jornalista que hoje é responsável por informar a previsão do tempo no Jornal Nacional do Tio Bonnemer.

Tentaram atacá-la, cometeram crime racial e ela saiu e sempre sairá por cima! #SomosTodosMariaJuliaCoutinho #SomostodosMaju

Fiquei com vergonha de ser da mesma espécie desses. Dividir o mesmo planeta. Respirar o mesmo oxigênio. Enfim...nojo eterno! 

Além do mais acho que negro é a evolução da espécie, por que venhamos e convenhamos tudo em negro é melhor, melanina (parece que veio com proteção natural contra os raios uva uvb, uvc, uvz, uvy), e a pele propriamente dita, (aow...que raiva, a neguinha não envelhece), esportes, principalmente os de alto impacto e atletismo, e a VOZ, nooooossaa que inveja da voz daquelas pretinhas do poder...


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