segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Insanidades Hollywoodianas – parte 1

Eu adoro comédias românticas. Mas não por isso fico cega à insanidade romântica que elas retratam.

Ah, fala sério. Quando você vai achar o seu amor da vida após ele te salvar de ser atropelada por uma lixeira que descia ladeira abaixo no momento em que você prendeu seu sapato num bueiro?? Não sendo suficiente você irá organizar o casamento dele, com outra! #CasamentodosMeusSonhos

Ou irá encontrar seu príncipe encantado após você cair de outdoor dum castelo ou (no mesmo filme) se apaixonar por alguém que é príncipe da outra e após caírem juntos num bueiro se casam num reino encantado. #Encantada



Não! Agora imagina que você está em coma! Imaginou? Então, no dia que você entrou em coma ia conhecer o amor da sua vida. Oia como você é sortuda! Por um tropeço do destino o amor da sua vida subloca o seu apartamento, enquanto você está em coma. Mas como você está presa àquele apartamento e ao homem que ia encontrar que é o homem da sua vida, você vai assombrá-lo...ah isso é tão lindo! #ESeFosseVerdade




Quem nunca indicou um site de relacionamento para a amiga que está esperando por um milagre!? Agora imagina que o milagre acontece em forma de Tom Hardy. E na saída do encontro com essa coisa marlinda de mainha você esnoba: Pine, Cris Pine. E aí você tem que ficar, abraçar, beijar, relar, coisar e descoisar com ELES!!!!! Vida dura! Para no fim escolher um deles. Tá. #GuerraéGuerra




Com certeza você já pensou que viajando de férias iria encontrar o amor da sua vida.  Mas aí você aproveita e faz amigos novos e já que não está fazendo nada, muda a vida de um roteirista aposentado e viúvo! #OAmornãotiraFérias




E redescobrir o amor? Quem nunca voltou prum ex? Agora quem nunca sonhou em voltar com um ex após ele te levar presa?? Ah, nunca? Que boba que você é! Ele só estava fazendo o trabalho dele, tendo em vista que ele é um #Caçadorderecompensas.

 Ou que taaaal ser amante do seu ex-marido que casou com a amante?? Isso sim é conto de fada! #SimplesmenteComplicado  #GodSaveTheQueenMeryl




Nessa vibe de ex-marido pode ainda descobrir que jamais amou Patrick Dempsey e sempre foi apaixonada por Owen Wilson, mas você só se lembra disso quando descobre que ele é dono da maior fábrica de vidros do Leste americano. #DoceLar

Aaaaaah para tudo!! Você ainda pode conhecer o homem da sua vida no passado, e estar conectada com ele por uma #CasanoLago ou por um cachorro. Super acontece todo dia.



Super afirmando que homem gosta de sofrer você pode simplesmente fazer tudo para #Comoperderumhomemem10dias e ainda assim ele vai estar correndo atrás antes que você vá embora da cidade, até por que vocês combinaram de se sacanear, porque ele também apostou com amigos que te conquistaria.

E como não descobrir que está apaixonada pelo seu chefe egocêntrico, mimado, pervertido, que a fez se desviar do seu caminho profissional?? Só olhando mais uma vez, porque de primeira...não! #AmoràSegundaVista




Sandrinha domina essas paradas. Tenho uma amiga que vai adorar essa: Me apaixonei pelo irmão do meu noivo fake, que na verdade era somente um cara que eu paquerava, enquanto este estava em coma e enganei a família dele toda fazendo-os pensar que namorávamos, Ram?? #Enquantovocêdormia



Agora, imagina que, deliberadamente, você faz um feitiço com sua irmã para se apaixonar por alguém cujas características você inventa. Características estas que separadas já fazem dele um ser anormal e bizarro. Juntas dão... o Aidan Quin (adoro galãs de meia idade), com um olho de cada cor e uma estrela no peito. #DaMagiaaSedução





É ou não pra deixar os solteiras de plantão loucas?

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Soneto de liberdade

Nada dizes a mim que afetará minha escolha
Nada dizes que afetará meu coração
Tudo que faço, faço com convicção
Tudo que sinto me faz o que sou

Dos meus sentimentos sei bem eu
Jamais tolerei interferência em minhas escolhas
Sinto que não possa entendê-la
Sinto mais o tentas me tolir

Criaste em mim ser livre
Arrependeste, um tanto tarde
Não tentes me mudares logo agora

Que sou passarinho todos sabem
Mas não dos que se contentam com gaiola
Se tencionar segurar o meu cerne, bato asas e vou embora

Sinara Ramos



terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Filme Nacional - Operações Especiais

Carnavaaaal eeeee!!!!

Momento para curtir blocos e escolas de samba. Se jogar na folia, liberar fantasias e ser quem você quiser, exceto o Cerveró porque ele proibiu a produção de máscara com sua "linda face" para o carnaval. #choremos

Então, estava eu curtindo o carnaval como qualquer cidadão normal, ou seja, em casa deitada vendo filminho e resolvo ver "Operações Especiais". Filme policial nacional que foi uma grata surpresa. Sim, eu gostei. Além de estar no elenco Marcos Caruso (que tem um puxadinho no meu coração) tem também a Cléo Pires (filha do meu futuro marido e toda fofa rebelda) o filme tem uma história atual e envolvente, bem como diálogos inteligentes, dinâmicos e vivazes.



Pra começar, esse filme não coloca marginal como coitado, o que é uma mania nacional das mais irritantes. Mania que perpetuou o pensamento do bandido pobrezinho injustiçado, vítima da sociedade. Como se todos os bandidos tivessem tido infância difícil e tantos outros traumas que todos temos que aprender a lidar na vida real, mas na tela do cinema se mostram insuperáveis e fator de risco para entrar para o crime. #prontofalei #toleve

Enfim, voltando, estava vendo o filme muito bem roteirizado, com falas inteligentes e perspicazes, tomadas que nos fazem sentir na pele do personagem, e como sempre um momento me marcou bastante.

Após prender o bandidão master, interpretado por ninguém menos que Kibe, vulgo Antonio Tabet, da cidade que eles tentavam limpar e transformar em exemplo de honestidade da força policial, os policiais, são acusados de ligação com o tráfico. Isso, claramente, para enfraquecer a força do bom trabalho que eles de fato desempenhavam. Para controlar Cléo (Inspetora Francis) e Thiago Martins (Roni), Caruso diz a frase que bugou meu cérebro e me motivou a escrever este texto.

"O povo não quer uma polícia honesta"

Parei. Refleti. Foi tentar refutar. Aff...com certeza ele está erradooooo. Não. Ele não está. Droga, ele está certo. Sei lá quem escreveu essa fala. Quem sintetizou isso, nesse curto discurso que me diz exatamente o que o brasileiro é, foi genial. (genial, com a licença de Ariano Suassuna).

Que nem todas as verdades da vida são bonitas eu já sabia. Depois dos 30 anos a gente aprende na marra, mas isso é simplesmente o resumo do nosso povo.

Não! Não queremos polícia limpa. Não queremos polícia que não aceita cafezinho. Não queremos polícia que faça seu trabalho, porque pode esbarrar na gente. Vai que meu primo tem vida errada. E se eles o levam preso eu vou subornar quem? Não pode. Polícia honesta não deixaria boca de fumo em paz. "Mas poxa eu só queria dar um teco". #aindaeilegal

Se a polícia for honesta você vai ficar na lei seca. Se a polícia não apertar sua mão com aquela notinha de 50, você vai ter mercadoria ilegal apreendida. Se a polícia fosse honesta quem iríamos acusar de matar "inocentes" em favelas. Os bandidos? Claro que não. Não pode. Não podemos. Isso é coisa de polícia.

Não estamos, e acho que a Sodoma e Gomorra Brasilis, nunca estará preparada para polícia honesta ou qualquer outro ente público que faça seu trabalho sem olhar a quem.

Brasileiro gosta de vantagem.
Gosta de privilégios.
Gosta do jeitinho, de se sentir esperto. De se livrar.

Isso não é a polícia, qualquer uma delas, não é o político, não é o cara da repartição pública.
É você.
Somos nós.


quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Sobre igualdade de gêneros...

Ai, a pessoa está estudando os meandros do artigo 5º da CRFB, que, para quem não conhece deveria conhecer, é a famosa Constituição da Republica Federativa do Brasil, e me deparo com o seu primeiro inciso e me brotam trezentos milhões de ideias na cabeça. Sim, trabalhamos com “brain storm”. Então vamos aproveitar.

Bom, primeiro devo contextualizar os leigos sobre a Constituição Nacional. Após o fim da ditadura militar, em 1985, surgiu a necessidade de termos um novo texto constitucional, além disso ter sido promessa de campanha presidencial de, acreditem se quiser, José Sarney. Sim, porque ele acabou assumindo quando Tancredo Neves faleceu (sim, o avô do Aécio).

Depois de muita confusão, para saber como seria a Assembleia Constituinte (galera que elaborou o texto constitucional), quem a formaria, se seria ou não vinculada ao congresso Nacional, depois dos 559 membros discutirem muito, ela foi promulgada (passou a vigorar) em 1988.

Ah, vale dizer também que o povo ajudou na elaboração da CRFB. A Constituinte recebeu cerca de 120 propostas através de associações civis. Daí, pela forma como foi elaborada e pela sua estrutura, ficou conhecida como constituição cidadã, oown que fofo, pois conferiu direitos antes sonegados ao povo. De acordo com o Presidente da Assembleia Constituinte, Ulysses Guimarães: “O povo nos mandou aqui para fazê-la, não para ter medo. Viva a Constituição de 1988! Viva a vida que ela vai defender e semear!". #chorei

Então minha gente, os caras tiveram um trabalho danado pra elaborar a Carta Magna e você nem sabe o nome dela completo? Nem sabe que tudo é feito e desfeito com base nela? Heloooow! Já passou da hora de você pelo menos passar os olhos nela.

Conforme eu dizia, brequei no primeiro inciso no artigo 5º. Por quê? Simples. Olha o que ele me diz, na maior cara de pau:


Tendeu? Não? Titia Explica. Somos iguais! Respeitando as diferenças básicas que não interferem no meu papel de cidadã. Homens, Mulheres e tudo que tem no Meio. Somos cidadãos, temos os mesmos direitos e os mesmos deveres. Não pode haver qualquer discriminação, distinção, facilitação, diferenciação, privilégio, nem nada que nos coloque em posição que nos diferencie como membros da República das Bananas, quero dizer, República Federativa do Brasil.

Ou seja, a Constituição de 88 revolucionou o pensamento brasileiro, com o qual entramos no século XX, quando as mulheres eram consideradas relativamente incapazes para praticar atos civis e até com relação a sua própria vida. Sacou?



Outra coisa que precisamos tirar da cabeça com urgência é que algumas Leis privilegiam as mulheres. Como a Lei Maria da Penha, por exemplo. Num primeiro momento, ela é vista como protecionista e sexista no que diz respeito ás mulheres. Mesmo hoje, já tendo jurisprudência pacífica e mesmo estando claro que trata de violência doméstica, ainda temos a cultura de que ela privilegia a mulher, porém pela sua natureza ela aplica-se há ambos os sexos.

Mas não preciso defender a Maria da Penha (LEI Nº 11.340, DE 7 DE AGOSTO DE 2006), ela é necessária e creio que já ajudou a salvar muitas vidas. Contra fatos e vidas não há argumentos.



Será que preciso esclarecer que a mulher, costumeiramente, é parte mais fraca fisicamente? Será que eu preciso dizer que durante séculos o Mundo inteiro tratava a mulher como ser inferior? Não estudei nenhum momento da história onde o homem precisasse queimar cueca para ter direito a qualquer coisa. Existe algum país do mundo onde o homem tem seu pênis mutilado para que não sinta prazer e assim não traia sua parceira? Existe algum lugar do mundo onde homens são obrigados a andar debaixo de sol escaldante com burca para não despertar a lascívia alheia? Nenhum amigo meu jamais relatou que ficou com medo de ser estuprado ao andar sozinho a noite na rua. (Quem dera fosse só a noite!). Nenhum amigo meu jamais foi julgado como vadio, puto, fácil ou mesmo classificado como “pra casar” ou não, por andar sem camisa ou com short que mostre suas pernas. Meus amigos já contaram vantagem das mulheres que “pegaram”, mais de uma na mesma noite, e não foram chamados de nada que atingisse sua honra, ao contrário foram exaltados. Nenhum amigo meu foi censurado pelos pais ao ficarem 2 horas no banheiro para “tocar aquela punhetinha básica”. Nunca tive que consolar amigo meu dizendo que mulher é assim mesmo, possui instintos que sabotam sentimentos. (Coisa, que inclusive parei de falar). Não! Nunca!

A mulher é mundialmente inferiorizada. Culturas seculares ainda tratam as mulheres como incapazes. Meninas ainda são proibidas de estudar. Meninas ainda são mutiladas, apesar de alguns países africanos já proibirem a prática. Até bem pouco tempo não tínhamos direito à voto. Nascer uma menina em algumas partes do mundo ainda é ruim. Ainda é necessário que a mulher dê um filho ao marido, pois somente ele levará o nome da família adiante. Os homens criaram a sociedade onde nós mulheres lutamos para ter os mesmos direitos.

Então não me venham com xurumelas!


Queridos, isso é o reflexo do patriarcado com o qual fomos criados. Sim, o patriarcado existiu, existe e sempre vai existir se continuarmos pensando desse jeito. A mudança não é fácil, mas também não é impossível. Acho que começando a corrigir expressões antigas que sabemos que inferioriza as mulheres e oferece regalias aos homens já ajuda. Pensemos de forma igualitária!


Lembrem-se do inciso I do artigo 5º da Constituição Nacional. Lembrem-se que perante a Lei, ao Estado, de acordo com a lógica somos todos iguais em direitos e deveres.


segunda-feira, 18 de janeiro de 2016

Minha vida daria um musical...

Sim, pois além de ter vivido momentos muito loucos, sou do tipo de pessoa que gosta de música. Sabe, aquela pessoa louca que tem na playlist de Metallica a Luan Santana, de Nickelback a Maria Bethânia, de Kate Perry a Blake Shelton? Sou Eu! Recentemente fiquei admirada por lá constar alguns sambas enredos da agremiação para qual torço. Mas isso também faz parte de mim e as deixei lá!



Eu amo música e não de um único artista ou ritmo musical. Isso é limitado demais pra mim! Sou plural! Eu amo música! Ponto! Amo ritmos e sons que façam meu coração saltitar e minha mente viajar. Letras bem escritas, melodias que fazem nosso corpo mexer sem sentirmos ou letras sem sentido algum, mas que nos fazem bem e simplesmente gostamos.

Música e ritmos musicais, vocais, instrumentais, principalmente de percussão e corda fazem meu coração bater mais forte, fazem a vida ter sentido, fazem paz, fazem pessoas se unirem pelo som. Sempre achei isso mágico, o poder da música. comparável ao poder do esporte. Une estranhos em palmas e gritos de euforia, cantando a música favorita.

A música funciona assim pra mim:

- se eu estou triste, canto para chorar tudo de lágrima guardada, sofrer tudo que há pra sofrer, canto deslizando pela parede, pego as melodias mais tristes e letras mais sofridas, canto junto para a lágrima escorrer enquanto eu canto, pra gastar a tristeza toda, num ficar nem uma gota, ir até o fim;



- se eu estou feliz, amoooooor, vai ter som alto, vai ter música no repeat eterno, vai ter pulos e coreografia que vier na cabeça, possivelmente vou me machucar enquanto performo, porque essa sou eu, e vou cansar de pular e cantar a música junto.


Por que música serve pra isso, pra viver todos os momentos, fazer esses momentos marcarem.

Meu nível de necessidade e afinidade com a música é tanto que sempre associo música a um momento ou alguém. Nem todos meus amigos sabem, mas a maioria deles tem música associada na minha cabeça seja a um momento vivido junto ou a personalidade dele.

A música me ajuda a entender sentimentos, a viver momentos, a entender as personalidades e como as pessoas encaram a vida dependendo do gosto musical.

Por exemplo, com meu namorado, temos 3 músicas, a do começo do namoro que é a nossa música, que nos tira o fôlego e faz lembrar o momento de estarmos nos apaixonando, temos uma música amorzinho de declaração de amor e temos a nossa música de briga que ouvimos quando estamos brigados para chorarmos e sabermos que ainda nos amamos e sempre vamos recomeçar.

Além disso, tudo eu ainda preciso da música. Preciso dela pra me concentrar. Focar em estudo ou nos artigos pros blogs, focar em algo que eu esteja fazendo, focar no trabalho e em qualquer coisa, focar nos meus próprios pensamentos e me desfocar no mundo. Ela isola os outros ruídos, me deixa só no meu mundico lindo e perfeito feito de música e palavras escritas e cantadas.



E você? Qual é a sua música? que importância a música tem na sua vida??

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Larica pós filmes


Qual é mesmo o nome daquela doença que você pega quando vê um filme que faz você querer fazer tudo igual ao filme, mas daí lembra que na vida real não tem um Patrick Swayze pra te segurar no alto ou está velha demais pra entrar pro MI6?

Geeentcheeeeee isso sempre acontece comigo!!!

Quando vejo um filme de dança daqueles bem clichês onde o cara é rebelde a garota certinha e eles se identificam pela dança e depois acontece uma tragédia que quase o impede de fazer a dança final, mas ele chega a tempo sem a roupa correta...então até com esses me identifico. Imagino logo que devia ter focado na dança, adoro dançar mesmo, daí já viu né!?

E quando vejo filme de ação? Amoooor...penso logo que devia ter feito concurso pra polícia. Seria uma ótima espiã! Mentira!! E quando tem uma mulher no filme. Sou ela! Fato! Já penso em fazer aula de tiro, elaborar estratégias, usar vestidos super decotados e seduzir qualquer um com a facilidade de quem passa um batom, aprender a lutar, tenho muita facilidade para lutas...mentira.


Não sou normal, mas fato é que sonho como a Tiana em ter meu próprio negócio. Ter a perspicácia e a lábia de Olivia Pope. Quero um príncipe encantado como o da Bela que espera que a sua Fera tenha a ternura em suas atitudes como vê em seus olhos. Quero saber valsar como a Giselle.

Aaah quero também dirigir como Toretto. Lutar com a Viúva Negra. Ter um pai como o Liam Neeson. Amigos como os Vingadores. Ser revolucionária como Tris e Katniss. Um casamento com em True lies. Realizar o impossível como Ethan. Quem nunca quis largar tudo e viajar comendorezandoeamando?



Aaah se eu tivesse um super poder? Podia salvar várias pessoas, evitar várias injustiças e expulsar Colloris e Dilmas e cobrar de recompensa marshmalow, miojo e sapato. Mãe pq eu não sou mutante? Tenho certeza que ela vai dizer que é culpa do meu pai, pq seus genes são extraordinários. Essa é minha mãe.

E curtir a vida adoidado? Ah vá, tu nunca que sonhou em cantar Beatles no meio da Presidente Vargas? Eu já!



Assisto o filme e transporto automaticamente tudo pra minha realidade. Acho que é um dom. Por isso não assisto filme de terror. Aow...magina transportar a guria do exorcista pra minha realidade ou negócio de gente morta tretando por aí...eu hein! Não!

Mas aqui...Porque na minha escola nunca teve um grupo de teatro e canto como no tal High School??? Sempre me senti como se estivesse lá...que era só um cantar um verso no corredor e todos faziam coro e sabiam a coreografia nunca antes ensaiada, porque Mel Dels!!!???? Não superei isso!


Aprendi depois disso tudo que por mais que seja baseado da realidade filmes estão longe, mas muito longe de serem reais. E surreal e por isso eu gosto. Gosto daqueles filmes mais doidos e surreais e irreais. Raramente vejo filme que vem com lição de moral e de vida. Gosto do lúdico. Gosto daquele filme que o exército de um homem só derruba o helicóptero com um carro. Sim, Tio Bruce Willis me ensinou que isso é possível! #Eucreio

segunda-feira, 28 de setembro de 2015

Crer ou ser responsável? Eis a questão!

Ainda não decidi qual religião devo seguir, nem mesmo sei se vou escolher uma só. Sei lá, vai que erro de Deus!!

Sou aquariana então dogmas e regras normalmente me deixam céticas e não me agradam.

Daí lembrei que fiz faculdade de Direito e isso parece ser um pouco contraditório. Mas eu explico. O direito rege a sociedade através das leis, feita por homens, ou seja, sem interferência do divino, para que não impere o caos nas relações sociais. Para quem não sabe a introdução da Constituição prevê um Estado laico, sem religião definida, escolhida pelo Estado. Eu, particularmente não entendo o Direito como forma de dominação, sou da galera que o vê como forma de exercício da democracia.

Entretanto, a religião através de seus dogmas, sempre foi utilizada para dominar, coibir, marginalizar, mutilar, matar, crucificar...enfim, acho que todos conhecem a história que pelas minhas contas é contada há mais de 2.000 anos e que ainda não perdeu a força e sim, continua me chocando, até porque ainda se faz recente.


Mas sem querer dar de Dan Brown, não sou muito de aceitar as coisas sem perguntar porque, ou no caso, como. Mas isso é assunto pra outro post ou até nem falarei disso, não sou teóloga e posso simplesmente falar um monte de m*r*a.

É muito fácil culpar Deus pelo mal do mundo ou pelas coisas ruins que aparentemente não conseguimos controlar, ou até mesmo o diabo. Entendendo que independente da religião quando me refiro a Deus, oh pai, ou a Lúcifer, importa dizer que são representatividades de bem e mal. Que querendo ou não existem e fazem a diferença no convívio cotidiano.

Somos responsáveis por tudo que acontece. Quanto a isso não não há como ter dúvida. Seja omissiva ou comissivamente. A gente se omiti, fingi que não vê. Ou quando não isso. Levamos à mão à arma, sacamos a impaciência e atiramos a intolerância. Ficar cego é mole. Passar direto, não se importar, ou achar que não pode fazer nada. Isso é super dia-a-dia. Fato que o gigante foi de berço faz tempo.

E se na verdade Deus não é uma criança mimada que brinca de comandar o mundo. E se somos responsáveis por nós mesmos, nossos erros e acertos, pelas guerras e pelo marshmallow. E se usamos do livre arbítrio e por isso fazemos nossas próprias escolhas e ela nos impõe consequências. Tipo efeito borboleta.



Vai ver Deus quer que sejamos responsáveis por tudo. Por todos. Pelo planeta. Pelo meu quintal. Pelos nossos sonhos. Pela realidade que vivemos. Pela Malásia e malária. Pelos Estados Unidos e pela união de todos os Estados. Pela fertilidade da terra e a infertilidade dos corações. Pela Maria, pela Mary e pela Malala. O mundo pode estar aguardando somente uma atitude de cada um que dele utiliza pra melhorar.

Sei que é muita ousadia, mas imagine um mundo onde as pessoas que copiam e colam mensagens bonitas de auto ajuda e espiritualidade no facebook, instagram e afins, de fato as praticassem...sei lá, só uma ideia maluca que passou pela minha cabeça!

Só acho que a posição de ajoelhar, dar o dízimo, comprar seu pedaço do paraíso e esperar algo acontecer muito cômoda. Nos exime de responsabilidade e faz de Deus um déspota sem escrúpulos e sem piedade.

Eu me recuso a acreditar que o Deus no qual deposito minha fé seja esse tipo de cara. Não o temo no sentido de temer e ter medo, temo por crer. Meu Deus é de amor e não de castigo. É de paz e com certeza não quer guerras em seu nome.

Sendo assim, não devemos usar seu nome para propagar violência ou justificar barbárie, use-o somente para falar de amor e vida, pelo menos é isso que entendo que ele queria que fizéssemos.


quarta-feira, 16 de setembro de 2015

Tudo novo de novo!

Recomeçar? Não, não é nada fácil.

Confesso ainda que sou totalmente alheia a mudanças, tenho medo do incerto, mas após desgastes psicológicos, emocionais, financeiro e que acabaram por afetar minha saúde. Tive que tomar uma atitude.

Daí cabe mais uma confissão. Não tomei a atitude sozinha.

Já falei aqui sobre anjos que Deus coloquei em minha vida? Não. Ah...então começarei a falar agora. Aos meus anjos, dei o nome de amigos!

Bem, temos alguns anjos em minha vida. Pessoas que cuidam e zelam por mim. Preocupam-se, brigam, fazem carinho, pagam chopp, me dão sapatos e marshmalow de presente. Assim eles tem meu coração, minha gratidão, cumplicidade e minha alma para sempre! Amém.

Ah tempos andava incomodada com o rumo da minha carreira, e considerando que sem dinheiro não dá pra ficar. Aff como faria pra comprar marshmalow e sapatos!? Eu hein...

Então, comecei a pensar em segundas opções.

Duvidei da minha capacidade profissional e até intelectual. Já não estava rendendo para a empresa que trabalhava o que eu gostaria e nem o que eles precisam e o principal, eu não estava feliz.

Nesse panorama, eu precisava me mexer. Fazer algo por mim mesma.

Primeiro passo me libertar de algumas ideias que me prendiam e me atrasavam. Pensei imediatamente em diversificar. Quem sabe sair do meu nicho, mudar de ares de verdade.

Dai, entra em ação meu anjo, que como por pressentimento, me liga e diz que tem estava selecionando para vaga em uma empresa e que uma das oportunidades tinha o meu perfil, apesar de não ser na área jurídica.

Rá...pensei muito, e quinze segundos depois disse que topava participar da seleção.

Bem, isso era quase Deus falando que o mundo é gigante e oportunidades não faltam eu só precisava me mexer e querer.

Enfim, conheci novas coisas, novas pessoas, tive tempo para refletir sobre meu futuro e por fim, tive certeza de que sou apaixonada pela minha profissão. Não foi a toa que escolhi o Direito. Tenho vocação, raciocínio e coração para isso e não posso desperdiçar por medo de assumir as responsabilidades da profissão e as consequências de lidar com a vida e os patrimônios das pessoas.

Do mesmo modo que aquela força motriz do universo agiu em meu favor, pondo-me em novo caminho, foi posta de volta no meu! Não posso reclamar. Só agradecer. Estou bem. Estou feliz e pronta pra ser tudo que posso ser. Gosto de fazer planos e coloca-los em prática é o que me move agora.

Continuo com medo, mas como dizem: Vai! E se der medo? Finge que tem coragem e vai com medo mesmo!




segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Reclamações do dia a dia..



Vai dizer que nunca reclamou do ônibus que demora, ou passa direto pelo ponto onde deveria parar, ou do metrô lotado enquanto estava dentro dele apertada como se fosse... como se fosse um trabalhador dentro do metrô, mesmo por que não existe analogia que se compare, pois a sardinha com certeza tem mais espaço em sua digna lata.

Bah, você com certeza já deu de rabugento falando mal da política, do preço da carne, das filas do mercado, sei lá, do preço do sanduíche do mc donalds, mas o que você faz para que houvesse de fato alguma mudança nestes setores, ou em qualquer outro que não tenha me ocorrido.

Normalmente reclamamos com a pessoa que está do lado da fila, com o despachante do ônibus, com segurança do metrô, mas de que isso adianta? Por fim, não tomamos qualquer medida para efetivamente mudarmos o que nos incomoda. Infelizmente, de fato, não fazemos nada!

Uma vez li um texto que ficou em minha cabeça da brilhante Marina Colasanti (“Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.”). Neste texto genial, ela retrata aquilo com o qual somos obrigados a conviver, que nos faz mal e mesmo assim nos acostumamos, mas não devíamos nos acostumar.

Não quero dizer que faço diferente ou que sempre resolvo o que me incomoda, mas tenho repensado algumas das minhas reclamações constantes e... ah fala sério, reclamar é chato demais, principalmente quando SÓ reclamamos e não fazemos nada para resolver.

Estou falando de pequenas atitudes, menos blábláblá e mais vamos lá. Não sou contra os protestos, ao contrário, como boa aquariana sou uma revoltada por natureza e adoraria acreditar, mas neste país, tenho sempre a sensação de que estamos sendo manipulados,

Então, acho que podíamos simplesmente ser mais reativo, ou seja, colocar mão na massa. Praticamente todas as empresas prestadoras de serviços possuem ouvidorias, sac´s, e afins, e como dizem agua mole em pedra dura tanto bate até que sejamos ouvidos.

Caso queiram saber, o TJRJ sempre divulga ranking dos seus maiores litigantes:



No fim das contas você pode simplesmente entrar em contato com o Procon RJ ou 151.

Ah, e se nos sac´s, ainda assim não for bem atendido, existe uma lei que regulamenta os atendimentos Decreto nº 6.523, de 31 de julho de 2008 que complementa a Lei no 8.078, de 11 de setembro de 1990, comumente conhecida como Código de Defesa do Consumidor, e se você é consumidor, tipo como todo mundo já que não é um eremita, deveria lê-la pelo menos uma vez!

segunda-feira, 24 de agosto de 2015

Nossa, que vontade de sumir!

Quem nunca pensou isso? Então, agora, comigo, Pense de novo!

Ai cansei de tudo. Não tenho mais paciência com essa gente que me cerca. Os problemas estão se acumulando, não conta dos meus e ainda tenho namorado, família, amigo para ouvir e ajudar! A cabeça está girando! Nada parece ter solução. Até seu ovo cozido está queimando!



O que fazer? Sumir! Largar tudo e todos! Esse povo que se vire! Vou me fingir de morta por prazo indeterminado. Pegar uma muda de roupa e sair pelo mundo! Deixar de ter responsabilidade sobre o amanhã, e sobre as pessoas, sobre dinheiro e trabalho, estudos, futuro, tudo, nada!

Opa! Para! Pera!

A ideia de sumir é bem legal. Imagina estar livre! Imaginou!?



Agora acorda e realiza!

Primeiro de tudo, exceto se você for uma pessoa totalmente desapegada dos seus do-entes queridos, você sentirá falta deles. Sentirá falta da sua cama. Das suas coisas. Do seu teto. Estou falando só de sentimentos, por enquanto.

Isso porque, se você for virar eremita largado no mundo não terá coisas. Terá o básico para viver. Aí já complicou pra mim. O meu básico pra viver é coisa à beça. De chinelo a marshmalow. De calça jeans ao pretinho básico.


Quanto ao que levar, nooooossssa! Já desisti. Teria que sintetizar o que gosto e o que é necessário, ai pronto! Nunca conseguiria fazer isso. Sabe aquele negócio do “o que você pegaria se sua casa tivesse pegando fogo?” Então, tiraria minha gentalha e morreria queimada, porque cada hora lembraria de algo diferente e tudo, mas tudo mesmo é importante e terá utilidade no futuro.

Eu já entendi que não tenho vocação pra esse negócio de mendigo/eremita/vidalokis. Já aceitei de boa!



Então, você também não terá para onde ir. Ou irá para todos os lugares?

Outro problema! Pra onde você vai? Por que até o sem rumo, de fato não está sem rumo. Ele sabe ao menos que esquina virar e se não sabe, bem, vai ter que pensar sobre isso. Ai ferrou. O negócio num era sair super vidalokis sem pensar em nada, sem responsabilidade? Só pra começar já te dei duas. O que levar e pra onde ir sem destino? Esquerda ou direita? Trás ou frente?


Ok! Num momento em que não quero mais saber de tomar decisão nenhuma sobre nada, partiu ser feliz sem rumo certo, falhei nas duas primeiras providências.

Conclui também que não sou um seromano que toma atitudes drásticas, intempestivas que poderiam abalar profundamente minha estrutura de vida. Até porque tenho esta estrutura há 30 anos, não é apego, é só tudo que tenho e que me faz ser quem sou. Fazer isso seria abrir mão de mim mesma e daí falhei de novo. Sou apegada e amo quem sou.

Não me deixaria pra trás. Sonho meus sonhos há bastante tempo e descobri que não os sonho sozinha. Sou responsável. Não responsável na fiel definição da palavra, mas tenho meu lugar neste mundo definido também pelo que cativei e se sumo, como fica? É muita coisa pra pensar. Não sei ser inconsequente.

Percebi que falar é fácil. Sentir dói, mas também é fácil, mas colocar em prática requer o mínimo de desapego, o qual não tenho e nem mesmo admiro quem tem.

Não, definitivamente, não largaria tudo sem destino deixando pra trás quem eu sou. Deu preguiça só de pensar em tudo que teria que fazer pra “sumir”, decidir o que levar e pra onde ir...fora que pensar no que deixei me faria sofrer mais do que qualquer problema que poderia enfrentar!




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